
Atualizada às 19h30 Rinha, novo filme de Marcelo Galvão (Quarta B) será exibido pela primeira vez em São Paulo na 32ª Mostra Internacional de Cinema às 22h deste domingo. A sessão promete consertar alguns erros do Festival do Rio, que se utilizou de legendas eletrônicas para exibir o longa, quase todo falado em inglês.
O filme foi aplaudido três vezes na primeira exibição carioca, mas acabou filtrando as sessões voltadas para o público pagante. As legendas eletrônicas prejudicaram a ação do longa, segundo o cineasta Marcelo Galvão.
"Rinha tem cenas muito ágeis que atrapalham se a legenda for colocada muito embaixo da tela, que foi o caso do Festival do Rio", diz Galvão. "Desta vez, colocamos as legendas inseridas no próprio vídeo."
Como é habitual em festivais nacionais e internacionais, as legendas eletrônicas contam com um painel abaixo do telão que as exibe. Muitas vezes, acontecem problemas de sincronia.
Apesar do problema inicial, Galvão ficou satisfeito com a resposta do público no Rio de Janeiro. "Eles riam nas partes engraçadas e se chocavam em outras. Deu para acompanhar bastante as reações", conta.
Voltado para o mercado exterior, Galvão optou em fazer o filme usando três línguas: português, espanhol e inglês, apesar desta última ser usada com mais proporções.
O longa mostra o submundo das apostas em lutas, que é mostrado de forma crua. Todos os confrontos exibidos são reais, feitos por lutadores profissionais da Mixed Martial Arts. Segundo o diretor, alguns atores se chocaram ao verem os combates.
Galvão tem ainda a intenção de inscrever a produção nos festivais internacionais que acontecem entre o final deste ano e o início de 2009, como Sundance, Cannes e Berlim, que este ano premiou Tropa de Elite, de José Padilha, como melhor filme.
Próximos projetos
Seguindo a fama de causar controvérsia nas telonas, o diretor prepara agora o longa-metragem Colegas, um "road movie" sobre três amigos com síndrome de Down que fogem de uma instituição e decidem seguir seus sonhos. Apesar do tema - que teve roteiro premiado em Paulínia -, Galvão teve dificuldades para captar recursos.
"Vou fazer como em Quarta B e Rinha, tentar viabilizar os custos sem ajuda", adianta.
A preparação dos atores já está encaminhada. Dois deles, inclusive, já participam de reuniões com Galvão, ensaiando para as futuras filmagens.
"Todos os dias um dos atores, o Ariel, me liga para saber se eu consegui dinheiro para a produção. Eles estão muito empolgados com o projeto", diz.
As filmagens de Colegas devem começar nos próximos meses.
Redação Terra
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Divulgação
Rinha é exibido em São Paulo depois de estrear no Festival do Rio
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