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 Épico francês retrata vida de 'Carlos, o Chacal' em Cannes
20 de maio de 2010 17h30 atualizado às 20h21

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  Foto: Divulgação

Cena do filme de Olivier Assayas
Foto: Divulgação

O diretor francês Olivier Assayas fala sobre uma das personalidades mais notórias da década de 1970 em Carlos, épico de cinco horas e meia sobre o revolucionário nascido na Venezuela, em exibição no festival de Cannes

Ilich Ramirez Sánchez, que operava sob o nome Carlos, foi um dos mais conhecidos extremistas da esquerda radical de uma geração que incluía a gangue de Baader Meinhof, na Alemanha, as Brigadas Vermelhas italianas e o Exército Vermelho japonês.

O filme examina sua carreira à medida que ele passa de jovem radical pró-Palestina, estabelecendo sua marca com um novo tipo de guerrilha urbana e organizando operações violentas, mas nem sempre bem-sucedidas, até acabar como fugitivo encontrado no Sudão.

Atualmente mais conhecido pela fotografia de identidade que se tornou uma das imagens definidoras de uma era, Carlos era uma figura misteriosa àquela época.

"A questão do carisma de Carlos, que era uma arma ou um instrumento usado por ele, é algo sobre o que todos que o conheciam falam", disse Assayas após a exibição do filme para a imprensa em Cannes.

Fluente em várias línguas, Carlos movimentava-se com facilidade pela Europa e Oriente Médio, bem vestido e desfrutando de um estilo de vida glamoroso que, ironicamente, estava em sintonia com os valores materialistas da época.

"Ele era um sedutor, alguém que aproveitou as coisas boas da vida e, de certa forma, essas características, que o tornaram maior que a vida, também causaram seu declínio", disse Assayas.

O filme de Assayas é falado em diversas línguas, foi rodado em locações como Beirute, Paris, Londres e Budapeste e é estrelado pelo ator venezuelano Edgar Ramírez, cujo desempenho foi bastante elogiado.

O Carlos da vida real, atualmente cumprindo a pena de prisão perpétua numa cadeia francesa por assassinato, reclamou do filme, ao qual ainda não assistiu. Assayas, porém, disse que fez uma obra de ficção, não um documentário.

Reuters
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