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'La Vie D'Adèle' ganha Palma de Ouro do Festival de Cannes

26 mai 2013
14h54
atualizado às 23h01
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O diretor Abdellatif Kechiche e suas duas atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux foram agraciados neste domingo (26) com a Palma de Ouro do 66º Festival de Cannes pelo filme francês La Vie D'Adèle. As atrizes, aos prantos, e o diretor foram longamente ovacionados por esse filme que conta uma história de amor ardente entre duas mulheres.

A obra do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, na qual a jovem Adèle Exarchopoulos, até agora quase desconhecida, divide a tela com Léa Seydoux, contém fortes cenas de sexo entre mulheres, que revelam, no entanto, uma bela história de amor.

Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma estudante de 15 anos, se envolve com homens até conhecer Emma (Léa Seydoux), uma jovem de cabelos azuis, estudante de Belas Artes. Com ela, Adèle vai descobrir o desejo e a paixão, aprende a se conhecer e a se tornar mulher.

Berenice Bejo ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes por 'Le Passé'
Berenice Bejo ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes por 'Le Passé'
Foto: AFP

O longa-metragem, abrilhantado pelas grandes atuações das duas jovens atrizes, seduziu este ano o júri de Cannes, presidido pelo mago de Hollywood Steven Spielberg, que contou com estrelas do porte de Nicole Kidman, Daniel Auteuil e Christoph Waltz.

Os prêmios para as melhores interpretações masculina e feminina ficaram com o americano Bruce Dern, 76 anos, por sua atuação como um velho amargo em Nebraska, do diretor Alexander Payne, e com a franco-argentina Bérénice Bejo, 36 anos, por seu papel de uma mãe destroçada em Le Passé, do iraniano Asghar Farhadi.

Bejo e Farhadi ficaram mais conhecidos durante o Oscar em 2012, quando ela arrancou aplausos por sua atuação no grande vencedor da cerimônia O Artista, de Michel Hazanavicius, e ele conquistou a crítica americana com A Separação.

O Grande Prêmio foi concedido aos irmãos Coen, por sua obra Inside Llewyn Davis, um filme nostálgico e engraçado sobre o Greenwich Village de 1961 e a música folk que começava a fazer sucesso.

Nesse filme, com toques de humor, no qual a música ocupa um lugar central com canções interpretadas ao vivo, a estrela em ascensão do cinema americano, Oscar Isaac, se revela um bom músico e cantor de folk, com destaque também para o pop star Justin Timberlake, seu amigo no filme.

O júri da tradicional celebração do cinema na Croisette premiou o mexicano Amat Escalante, de Heli, como melhor diretor. Seu filme mostra sem pudores os estragos causados pela corrupção e pelo narcotráfico no México.

O prêmio do Júri foi para o diretor japonês Hirokazu Kore-Eda por Like father, like son, e o chinês Jia Zhangke recebeu o de melhor roteiro por A touch of sin.

Veja lista completa dos vencedores:

Palma de Ouro: La Vie D'Adèle, de Abdellatif Kechiche
Grande Prêmio: Inside Llewyn Davis, de Joel e Ethan Coen
Melhor diretor: Amat Escalante, por Heli 
Melhor roteiro: Jia Zhangke, por Touch of Sin
Melhor atriz: Berenice Bejo, por Le Passé
Melhor ator: Bruce Dern, por Nebraska 
Prêmio do Júri: Like Father, Like Son, de Hirokazu Kore-eda 
Câmera de Ouro: ilo ilo, de Anthony Chen

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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