Cannes 2007

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Sábado, 26 de maio de 2007, 18h21  Atualizada às 18h52

Cannes exibe filme sobre dissidente russo morto

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A viúva do dissidente russo morto Alexander Litvinenko disse ser importante que um filme sobre o assassinato do seu marido seja exibido no Festival de Cannes. Em entrevista, ela não quis comentar se espera ou não justiça para o caso.

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Rebellion. The Litvinenko Case (Rebelião. O caso Litvinenko), dirigido por Andrei Nekrasov, amigo do ex-agente da KGB, e Olga Konskaya, está sendo exibido em Cannes neste sábado. Ele não concorre na mostra competitiva.

"Estou muito feliz que todo mundo possa ver esse filme", afirmou em entrevista à imprensa neste sábado, Marina Litvinenko.

"É muito importante saber o que aconteceu em Londres em novembro e por que aconteceu. E é muito importante que isso nunca aconteça de novo em nenhum país", declarou ela.

O filme é apresentado num momento de impasse entre o Reino Unido e a Rússia. Autoridades britânicas suspeitam que um ex-agente secreto tenha assassinado Litvinenko por envenenamento. A Rússia se recusa a entregar Andrei Lugovoy, o ex-agente, que se encontrou com a vítima no dia em que ela ficou doente. Moscou nega que o seu serviço secreto tenha algo a ver com a morte de Litvinenko.

Rebellion inclui uma entrevista com o crítico do Kremlin Litvinenko, na qual ele defende a sua teoria de que os serviços de seguranças armaram explosões em 1999 para acusarem o chechenos e incentivarem a guerra.

O diretor Nekrasov também filmou Litvinenko no hospital em Londres pouco antes da sua morte. Ele chega a abrir os olhos e a encarar a câmera.

Marina Litvinenko afirmou não ter visto ainda o filme e opinou que a experiência será difícil. Ela se disse feliz do filme estar sendo mostrado a um público internacional.

"Acredite, não é fácil. Não é fácil estar aqui porque Cannes são estrelas e show", declarou ela. "Mas o mundo mudou, e você às vezes não vê somente filmes bons. Às vezes são documentários e filmes tristes."

O diretor Andrei Nekrasov disse ter confiança na Justiça, mas Marina Litvinenko não pareceu tão otimista. Perguntada, ela se limitou a responder: "Sem comentários."

Reuters
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