Cinema

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08 de outubro de 2010 • 13h56 • atualizado às 14h44

Estrela de 'Lope' quer fazer mais filmes com o Brasil

Alberto Ammann e Pilar López de Ayala assistem a sessão de 'Lope' no Festival do Rio
Foto: Felipe Panfili / AgNews

A atriz espanhola Pilar López de Ayala disse nesta sexta-feira (8) que espera que a colaboração cinematográfica entre Espanha e Brasil, bem-sucedida no filme Lope, escolhido para encerrar o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, aumente cada vez mais.

Em entrevista à Agência Efe no Rio de Janeiro, aonde veio apresentar a produção hispânico-brasileira que narra a vida do poeta espanhol Lope de Vega, Pilar lamentou que seja baixo o número de filmes brasileiros exibidos na Espanha, da mesma forma que "quase não chegam" produções espanholas ao Brasil.

A atriz de 32 anos, que encarna Elena de Osorio, o primeiro amor do dramaturgo, defendeu o fato de a história de Lope de Vega ser contada pelo olhar de um brasileiro, o diretor Andrucha Waddington, o que despertou críticas na Espanha antes mesmo do início das filmagens.

"Lope de Vega é um poeta internacionalmente conhecido. Me parece normal que qualquer diretor de qualquer nacionalidade tenha vontade de contar sua vida. O que me parece estranho é que ninguém tenha feito isso antes," afirmou Pilar.

O ator argentino Alberto Ammann, que interpreta o jovem Lope de Vega, reconheceu que sofreu "grandes pressões" pela responsabilidade de representar o escritor espanhol.

"Um diretor brasileiro, um ator argentino (...) Pensei que iam nos queimar em praça pública, que não íamos trabalhar mais", brincou o protagonista.

O ator afirmou que considera as críticas bastante exageradas, já que achou "maravilhosa" a mistura de nacionalidades nos bastidores da produção, que contou com atores espanhóis, brasileiros - como Selton Mello e Sonia Braga - e teve ainda a colaboração musical do uruguaio Jorge Drexler.

Ammann disse acreditar que o filme terá boa repercussão no Brasil quando estrear nos cinemas em 26 de novembro, apesar de Lope ser pouco conhecido no país.

O amor é o "grande protagonista" da obra, segundo ambos os atores, que disseram ter aceitado os papéis pelo aspecto "humano" da história.

"Lope de Vega teve uma vida tão complexa, tão intensa, é incrível pensar como teve tempo para produzir tanto, para amar tanto. Refleti muito sobre ele. Meu foco foi mais na vida do que na obra", relatou o ator, que diz estar lendo uma biografia do dramaturgo.

Pilar, que interpreta uma mulher apaixonada, ciumenta e vingativa, explicou que sua "personagem evolui, consegue se redimir e aprende algo sobre o amor".

Além do Festival do Rio, Lope também fez parte da programação do último Festival de Veneza e foi pré-selecionado para representar a Espanha no Oscar, mas perdeu o posto para También la Lluvia, de Icíar Bollaín.

Ammann, que também poderia ter concorrido ao Oscar por Cela 211, afirmou que não costuma alimentar "muitas expectativas" com relação a este tipo de prêmios e disse que "a parte mais bonita" é poder dizer que "é possível".

Pilar contou ainda que acaba de rodar Intruders, do diretor espanhol Juan Carlos Fresnadillo, enquanto Ammann revelou que nos próximos meses começará a filmar El Sol Oscuro, de Jorge Dorado.

EFE