
Atualizada às 15h08 Siri-Ará é o único filme que concorre à categoria principal do Festival de Brasília que não é um documentário, ou pelo menos não se "disfarça" de um, como Filmefobia, de Kiko Goifman.
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O filme conta a história de Cioran, um mestiço brasileiro que, depois do exílio na França, resolve voltar ao sertão, em busca da sua origem e da história do seu povo. Por guia, ele toma a figura misteriosa de uma velha índia.
O destino de Cioran, que vive um novo exílio na nação real/imaginada, cruza com os guerreiros do reisado e os índios da banda de pífanos, grupos de folguedos dramáticos populares que vagam pelo sertão.
Os conflitos entre o Reisado e a banda de pífanos nos remetem à tragédia fundadora do Ceará; quando Dom Pero Coelho, no ano de 1603, em busca do Eldorado, encontra a guerra, a peste, a fome e a loucura.
O filme é uma reflexão sobre os encontros e desencontros dos "mundos" que marcam a invenção da nação brasileira.
Redação Terra
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