
Atualizada às 15h03 Orlando Margarido
Direto de Brasília
Os fóbicos foram os protagonistas da segunda noite de competição oficial do festival. A platéia recebeu bem a proposta do diretor paulista Kiko Goifman com seu FilmeFobia, que mistura ficção e documentário, além de lançar mão da metalinguagem.
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Tudo isso para realizar um sumário das fobias humanas das mais conhecidas, como aquelas que envolvem cobras e ratos, até as peculiares como de ralos e celulares.
Atores e fóbicos se misturam no elenco liderado pelo crítico Jean Claude Bernardet. Seu personagem é justamente um diretor que faz um filme sobre fobias e conversa com a sua equipe - que nada mais é que a própria equipe de Goifman.
Enquanto discute sobre a participação dos convidados no filme, Bernardet também aborda questões como a Aids, doença que ele tem na vida real.
O tradicional debate, que acontece todas as manhãs, no festival promete ser quente nesta sexta-feira.
Curtas
Quantos aos curtas da noite, a seleção se mostrou interessante mas um tanto hermética. Foram exibidos N° 27 do diretor Marcelo Lordello, representante de Pernambuco, e o brasiliense Cidade Vazia, de Cássio Pereira dos Santos.
Em ambos, o tema é a dificuldade de ser adolescente. No primeiro filme, um aluno sua frio durante uma prova na escola e acaba passando por uma situação, digamos, delicada no banheiro.
Já em Cidade Vazia, uma garota não encontra apoio em casa para suas dúvidas de adolescente e ganha a atenção de um amigo da mesma faixa etária.
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