
Atualizada às 14h58 Orlando Margarido
Direto de Brasília
O filme Siri-ará, terceiro concorrente da competição oficial no longa-metragem de 35 milímetros, provocou a saída de metade dos espectadores do Cine Brasília. Mas a outra metade que compareceu, gostou e recebeu com dose calorosa de aplausos a fábula histórica e de tradição cultural cearense do diretor Rosemberg Cariry.
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Para contar a origem de seu Estado, ele adaptou a invasão realizada pelo português Pedro Coelho em 1603 para a forma de encenação do reisado e com música de pífanos. O filme coloca-se, muitas vezes, como um teatro filmado, o que exige certa sintonia com o tempo vagaroso do cineasta.
Curtas
Também foi exibido Brasília (título provisório), do brasiliense J. Procópio. Uma meta linguagem divertida com o recurso do filme dentro do filme. O público gostou especialmente pelo trabalho relacionar-se todo o tempo com elementos e referências da capital federal.
O segundo título da noite foi o representante mineiro A Arquitetura do Corpo, de Marcos Pimentel, um ensaio sobre o balé clássico e seu aprendizado, com música do dupla O Grivo. Trata-se de um delicado ensaio que o público também acolheu bem.
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