
Atualizada às 22h04 Orlando Margarido
Direto de Brasília
Presente em Brasília para o lançamento do roteiro de O Bandido da Luz Vermelha (1968), Helena Ignez, viúva do cineasta Rogério Sganzerla e protagonista do filme, lembrou o significado de se ter acesso agora ao documento.
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"Para um estudioso e para as novas gerações que talvez não tenham a compreensão total do trabalho de Sganzerla, o roteiro pode esclarecer muito; está à altura sem dúvida do filme", disse.
Ela aponta que só foi possível resgatar o roteiro porque o cineasta era extremamente organizado e tinha cuidados com seus filmes e documentações. "Só existe um filme com cópia perdida que é Carnaval na Lama; o filme foi para Paris, onde foi exibido, e nunca mais voltou".
Segundo ela, Sganzerla era um adepto do trabalho de roteiro e costumava ter um quase pronto antes das filmagens. "Eu fui convidada para ser Janete Jane (seu papel no Bandido) já a partir do roteiro", relembra.
No período em que escreveu o roteiro do filme, Sganzerla trabalhava no jornal O Estado de S. Paulo e um amigo do cineasta foi o primeiro a datilografar o texto de forma organizada. "Como muitos roteiros, havia anotações e desenhos por toda parte". Para a edição em lançamento agora pela Imprensa Oficial, manteve-se o original intacto e somou-se as contribuições do crítico Inácio Araújo para o prefácio e Steve Berg para o glossário.
Especial para Terra
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Divulgação
Helena Ignez foi casada com Rogério Sganzerla
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