Festival de Veneza

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 Competidores japonês e italiano fecham 1º dia de Veneza
02 de setembro de 2010 08h45 atualizado às 19h04

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Cena do filme La Pecora Nera, que fechou o primeiro dia da competição em Veneza. Foto: Divulgação

Cena do filme 'La Pecora Nera', que fechou o primeiro dia da competição em Veneza
Foto: Divulgação

Orlando Margarido
Direto de Veneza

No primeiro dia da competição oficial da 67ª edição do Festival de Veneza, os dois outros filmes escalados não melhoraram a cotação da mostra. Assim como ¿Black Swan¿, do americano Darren Aronofsky, programado pela manhã, os demais concorrente da noite também não empolgaram a plateia de jornalistas.

O representante do Japão, Norwegian Wood, dirigido pelo diretor vietnamita Tran Ahn Hung, trata de um drama romântico de linhas trágicas que se passa nos anos 60 e 70 entre um trio de jovens. Amigos desde a infância, eles sofrem uma abalo na amizade quando um dos garotos se suicida. Sua namorada se culpa e não consegue se livrar do trauma durante anos, vitimando um possível relacionamento entre ela e o terceiro personagem do triângulo. Baseado no romance homônimo do japonês Haruki Murakami, o filme tem quase duas horas e meia de duração de uma elaborada relação entre os dois amantes e se vale também de bela e sofisticada fotografia, uma marca do diretor de O Cheiro da Papaia Verde. Mas tem seu valor comprometido por uma repetição exaustiva da questão central que move os protagonistas.

O segundo filme é a estreia da casa no festival. La Pecora Nera, a ovelha negra na tradução direta, traz o tema recorrente na Itália sobre o tratamento psiquiátrico nos manicômios, tendência psiquiátrica forte nos anos 70 e que decaiu nos anos 80. É nessa passagem que transcorre a história de Nicola. Criança ainda, filho de mãe considerada esquizofrênica, ele foi internado numa instituição prevendo-se que poderia ter distúrbios mentais. Adulto, ele ainda está na tal instituição ajudando na sobrevivência do lugar. É o próprio Nicola que narra sua história, numa interpretação do diretor Ascanio Celestini, responsável ainda pela produção e roteiro. Apesar de tomar conta de seu filme de forma completa, acaba por ser ingênuo e acreditar numa ideia única e sem força dramática para levar bem sua história.

Especial para Terra