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 Filme chinês recupera fato histórico com extravagância e arte marcial
05 de setembro de 2010 14h50

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Cena do filme 'Detective Dee and the Mystery of Phantom Flame'. Foto: Divulgação

Cena do filme 'Detective Dee and the Mystery of Phantom Flame'
Foto: Divulgação

Orlando Margarido
Direto de Veneza

Em um festival dirigido por Marco Müller cujo júri principal é presidido por Quentin Tarantino não chega a ser surpresa a escalação de um filme como Detective Dee and the Mystery of Phantom Flame. Ambos cultuam a tradição do cinema de ação oriental, é sabido, e o novo projeto do mais que experiente cineasta chinês Tsui Hark se encaixa perfeitamente nas qualidades do gênero.

Há extravagância, fantasia, disputas de luta marcial a granel e mortes idem nessa história real da China medieval da dinastia Tang em que pela primeira vez uma mulher foi sagrada imperatriz. Mas isso é só a primeira camada da trama. Há muitas outras, como os jornalistas puderam acompanhar nesta manhã em pouco mais de duas horas de filme.

O símbolo e ponto de partida da história é o enorme Buda que está sendo construído em frente ao palácio para comemorar a coroação da futura regente (Carina Lau, veterana atriz chinesa). Quando um estranho envenenamento, que faz as vítimas ter o corpo todo incendiado, levanta suspeita de golpe contra o novo governo, ela manda liberar do cárcere um antigo traidor do reino, o detetive Dee do título (Andy Lau). Ele se junta então a dois braços direitos da governante (entre eles uma mulher) para investigar o caso.

Com as conhecidas coreografias que fazem os personagens voar, o filme investe no capricho dos cenários (muitos criados por computador) e no impacto visual, mas o saldo, habitual nesses casos, é de uma diversão sem maiores consequências. Na coletiva que se seguiu ao filme, o diretor disse que o importante era apostar numa criativa solução cinematográfica para contar essa história às novas gerações. "É uma versão diferente dessa época, porque também complexa nos seus vários elementos e subtramas", disse Hark.

Para favorecer o entendimento pelos atores de seus personagens, ele sugeriu que pensassem em animais, e foi isso que fez, por exemplo, o guerreiro albino (Deng Chao) ao se comparar a um leopardo ou o protagonista, que preferiu um macaco.

Especial para Terra