Festival de Veneza

Diversão » Cinema e DVD » Festival de veneza » Festival de veneza

 "Fiz um filme de samurais para o espectador atual", diz Takeshi Miike
10 de setembro de 2010 08h28

Comentários
 
Takeshi Miike em première em Veneza. Foto: Getty Images

Takeshi Miike na première de seu filme em Veneza
Foto: Getty Images

Orlando Margarido
Direto de Veneza

O diretor de 13 Assassins, o japonês Takashi Miike, explicou em entrevista coletiva aos jornalistas que decidiu realizar a refilmagem de uma produção de 1963 sobre samurais para que o Japão atual não esqueça seu passado. "Os jovens de hoje nem sabem que essa tradição ocorria há até pouco tempo, cerca de 100 anos; me dá medo que isso se perca". Também acredita que é importante mostrar a juventude de seu país como viviam seus pais e avós, "bem diferente do Japão moderno de hoje".

Miike, que iniciou a carreira dos anos 90 e já assinou mais de 80 filmes, fez uma versão de mais ação do que o original homônimo de Eichi Kudo, que por sua vez levou uma lenda para a tela. Nela, um irmão do Shogun, máxima autoridade japonesa, abusa de sua situação privilegiada para fazer o mal. Um oficial, então, pede ajuda a um samurai, que recruta mais onze colegas e ainda contam com um caçador para guiá-los na floresta.

Há cenas de batalha, melhor seria dizer massacre, que chegam a durar quarenta minutos. Do preto-e-branco dos anos 60, o diretor passa a uma encenação extravagante, de colorido forte. Ele justificou a cor exagerada por uma expressão comum usada pelos japoneses. "Temos uma palavra que exprime a idéia do japonês de querer tudo preto ou branco, sem uma variação, o que mostra muito de nossas atitudes; então era importante representar esse período de maneira diferente, quando os desejos e as conquistas ainda nos guiava", disse.

Especial para Terra