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Filmes
Creche do Papai, A

Título original
Daddy Day Care
Gênero Comédia
Ano 2003
País de origem Estados Unidos
Distribuidora Columbia
Duração 92 min.
Classificação livre
Língua Inglês
Cor Colorido
Som DTS Dolby SDDS Digital
Diretor Steve Carr
Elenco Eddie Murphy, Anjelica Huston, Khamani Griffin, Regina King
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Resenha
A Creche é filme para crianças
Divulgação
Cena do filme
Para quem não está disposto a encontrar sua criança interior, A Creche do Papai só é mais interessante do que passar 90 minutos em um berçário.

"O que é tão engraçado?", pergunta o pequeno Khamani Griffin, que interpreta o filho de Eddie Murphy, nas cenas finais. Neste filme, nada.

O enredo conta a história de dois homens de classe média alta que reagem a um súbito desemprego se aventurando como babás "profissionais". Enquanto a trama principal se desenrola, fica a sensação de que o filme é apenas um esboço rápido e mecanicamente executado.

O que de melhor se pode dizer sobre A Creche do Papai é que é menos cru do que Dr.Dolittle, também dirigido por Steve Carr, e que as crianças não agem como monstros o tempo todo.

Quando Charlie Hinton (Murphy) e Phil (Jeff Garlin) são despedidos de uma agência de publicidade, Charlie e sua esposa Kim (Regina King) são forçados a tirar Ben da cara Academia Chapman.

Com Kim voltando a trabalhar, sobra para Charlie cuidar de Ben, que ele leva para passar o dia no playground com Phil e o filho dele.

A idéia de Charlie de abrir uma creche em sua própria casa é primeiramente vista com ceticismo, mas depois se mostra ideal para as mães do bairro que adorariam ter umas horas de folga.

O primeiro dia é um desastre. Os rapazes - que não têm a menor idéia como cuidar de crianças - não planejaram nenhuma atividade. Phil se recusa a limpar o banheiro mesmo quando foi seu próprio filho que o sujou e a solução que eles arranjam para todos os problemas é o suborno dos pequenos.

Uma das partes mais ridículas do roteiro é o fato de que os pais, que até então buscavam caras instituições para seus filhos, decidem tirá-los de escolas grã-finas para colocá-los na creche de Charlie.

Esse fato obviamente desagrada a diretora da Academia Chapman, Gyneth Harridan (Angelica Huston), que planeja vingança.

Primeiramente ela envia à creche um inspetor de serviços para crianças (Jonathan Katz) e depois tenta sabotar a tentativa de Charlie de levantar fundos.

Mas o futuro da creche é realmente colocado em risco quando Charlie recebe uma proposta de emprego e precisa decidir o que é mais importante para ele. E quem advinhar o desfecho errado merece ser obrigado a assistir o filme de novo até o final.

Além de apresentar caricaturas óbvias das diferenças entre escolas tradicionais e progressistas, o filme recicla as noções mais clichês e convencionais sobre educação de crianças e prioridades de vida, tudo colocado de forma branda e impessoal pelo diretor.

Reuters





 
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