| Divulgação |
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| Cena do filme |
Para quem não está disposto a encontrar sua criança interior, A Creche do Papai só é mais interessante do que passar 90 minutos em um berçário.
"O que é tão engraçado?", pergunta o pequeno Khamani Griffin, que interpreta o filho de Eddie Murphy, nas cenas finais. Neste filme, nada.
O enredo conta a história de dois homens de classe média alta que reagem a um súbito desemprego se aventurando como babás "profissionais". Enquanto a trama principal se desenrola, fica a sensação de que o filme é apenas um esboço rápido e mecanicamente executado.
O que de melhor se pode dizer sobre A Creche do Papai é que é menos cru do que Dr.Dolittle, também dirigido por Steve Carr, e que as crianças não agem como monstros o tempo todo.
Quando Charlie Hinton (Murphy) e Phil (Jeff Garlin) são despedidos de uma agência de publicidade, Charlie e sua esposa Kim (Regina King) são forçados a tirar Ben da cara Academia Chapman.
Com Kim voltando a trabalhar, sobra para Charlie cuidar de Ben, que ele leva para passar o dia no playground com Phil e o filho dele.
A idéia de Charlie de abrir uma creche em sua própria casa é primeiramente vista com ceticismo, mas depois se mostra ideal para as mães do bairro que adorariam ter umas horas de folga.
O primeiro dia é um desastre. Os rapazes - que não têm a menor idéia como cuidar de crianças - não planejaram nenhuma atividade. Phil se recusa a limpar o banheiro mesmo quando foi seu próprio filho que o sujou e a solução que eles arranjam para todos os problemas é o suborno dos pequenos.
Uma das partes mais ridículas do roteiro é o fato de que os pais, que até então buscavam caras instituições para seus filhos, decidem tirá-los de escolas grã-finas para colocá-los na creche de Charlie.
Esse fato obviamente desagrada a diretora da Academia Chapman, Gyneth Harridan (Angelica Huston), que planeja vingança.
Primeiramente ela envia à creche um inspetor de serviços para crianças (Jonathan Katz) e depois tenta sabotar a tentativa de Charlie de levantar fundos.
Mas o futuro da creche é realmente colocado em risco quando Charlie recebe uma proposta de emprego e precisa decidir o que é mais importante para ele. E quem advinhar o desfecho errado merece ser obrigado a assistir o filme de novo até o final.
Além de apresentar caricaturas óbvias das diferenças entre escolas tradicionais e progressistas, o filme recicla as noções mais clichês e convencionais sobre educação de crianças e prioridades de vida, tudo colocado de forma branda e impessoal pelo diretor.
Reuters