| Divulgação |
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| Cena do filme |
O cinema em 3D ganha uma renovação brilhante com o terceiro filme da ótima franquia Pequenos Espiões, de Robert Rodriguez.
Como os dois filmes anteriores da série, Pequenos Espiões 3D é cheio de imaginação, personalidades malucas e engenhocas fascinantes. O longa deve agradar tanto a crianças quanto adultos.
Mas os fãs dos dois primeiros filmes podem achar que falta um pouco do elemento humano neste novo trabalho. Embora todos os personagens estejam presentes, a maioria dos atores adultos só é vista por instantes na tela, mesmo Antonio Banderas e Carla Gugino.
Quem manda indiscutivelmente no filme - fora os feitos especiais - é mesmo Daryl Sabara, 11 anos, no papel de Juni Cortez, o caçula e mais ousado da família de espiões.
Além dos personagens já conhecidos, desta vez entram em cena Sylvester Stallone, Salma Hayek, George Clooney, Elijah Wood e um quarteto de crianças de talento.
Juni deixou de ser agente secreto e está trabalhando como detetive particular. Mas a OSS não demora a convocá-lo novamente para uma missão de extrema importância: resgatar sua irmã, a hacker Carmen (Alexa Vega), que está presa dentro do videogame "Game Over".
A agência tinha enviado Carmen para destruir o game, que é um artifício com o qual seu criador, Toymaker (Stallone), pode dominar as mentes das crianças de todo o mundo.
Para ajudá-lo na expedição, Juni chama seu avô paraplégico (Ricardo Montalban), devido a sua agilidade mental e à força que ele tem na parte superior do corpo. É uma aula de antipreconceito que é reforçada mais tarde no filme, mas sem se tornar piegas.
Enquanto isso, na sede da agência, as Giggles (Mike Judge e Salma Hayek de maria-chiquinha) rastreiam os passos da dupla através dos cinco níveis do jogo, entre paisagens urbanas futuristas e painéis abstratos.
É só depois de passada uma hora que Juni finalmente encontra Carmen e, justamente quando a turma toda se reúne, o jogo acaba.
O filme contém uma mensagem interessante sobre a vingança, ligada à história do avô com Toymaker, e uma saudação não tradicional à importância da família, se bem que esta última leve o espectador a se perguntar onde estava todo o mundo durante a última hora e meia.
A concisão do longa-metragem é bem-vinda depois de alguns dos filmes de ação longos demais vistos neste verão, mas é uma pena que a maioria dos personagens amalucados e interessantes não chegue a fazer grande coisa.
Reuters