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Filmes
Invasões Bárbaras, As

Título original
Invasions Barbares, Les
Gênero Drama
Ano 2003
País de origem Canadá
Duração 99 min.
Língua Inglês
Cor Colorido
Som Dolby
Diretor Denys Arcand
Elenco Rémy Girard, Stéphane Rousseau, Marie-Josée Croze
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Resenha
Denys Arcand critica instituições em Invasões Bárbaras
Divulgação
Cena do filme
As Invasões Bárbaras, do canadense Denys Arcand, é considerado um dos melhores da carreira do diretor, que ficou conhecido do público brasileiro por seu trabalho mais famoso, O Declínio do Império Americano.

Os personagens de O Declínio, de 1986, voltam para o reencontro do protagonista Rémy (Rémy Girard), professor universitário que se encontra gravemente doente.

Internado num hospital de corredores superlotados, ele vive o inferno da assistência pública - o que deflagra a crítica demolidora de Arcand contra as instituições.

Não restará pedra sobre pedra na certeira ironia dirigida impiedosamente contra o Estado, a polícia, a Igreja e a família, esta representada pelos parentes do professor que se organizam para lhe dar maior conforto, já que sua morte parece inevitável.

O filme é, basicamente, a construção da cerimônia do adeus deste intelectual cínico, que flertou com todas as mulheres e todos os ideais da revolução esquerdista do século 20.

A certa altura ele se pergunta, com seus amigos, se houve algum "ismo" em que não se engajaram, passando pelo marxismo, leninismo, maoísmo, trotskismo, entre outros. "Só faltou o cretinismo", lembra alguém.

Outra relação abordada em As Invasões é a do filho de Rémy, Stéphane (Stéphane Rousseau), com o professor. Stéphane é o tipo do especulador financeiro que fez fortuna e simboliza o capitalismo triunfante e sem fronteiras que vingou logo após a queda do Muro de Berlim.

Com seu dinheiro farto, compra tudo e todos para dar conforto aos últimos dias do pai. Inclusive uma velha amiga de infância, agora junkie, que traz heroína para aliviar as fortes dores de Rémy.

Mergulhando assim na amoralidade, o filme poderia cair num cinismo mais desenfreado. A grande sacada é que não o faz, criando janelas com o mais saboroso humor - os diálogos são uma preciosidade - e uma emoção profunda em muitas cenas desse pai que está se despedindo da vida junto a seus amigos, seu filho, sua ex-mulher (Dorotée Berryman) e suas duas amantes favoritas.

Reuters





 
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