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Filmes
Dogville

Título original
Dogville
Gênero Drama
Ano 2003
País de origem Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Suécia, Estados Unidos
Duração 177 min.
Classificação 16 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Som Dolby Digital
Diretor Lars von Trier
Elenco Nicole Kidman, Harriet Andersson, Lauren Bacall
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Resenha
Dogville é fábula moral de Lars von Trier
Divulgação
Cena do filme
A grande ousadia de Dogville, do dinamarquês Lars von Trier, que inventou o movimento Dogma 95, foi compor um filme que aposta nos mais puros recursos do teatro pobre.

Não há cenário algum, apenas um chão de madeira, com pouquíssimos objetos de cena e linhas pintadas no chão que definem as ruas e casas. O corpo dos atores, sua força expressiva e os diálogos completam o filme.

A cidadezinha de Dogville, onde acontece a história, não passa de um arcabouço para os olhos de platéias cinematográficas viciadas na profusão de efeitos especiais e montagem de videoclipe. Nada disso acontece aqui.

Não há portas nem janelas em Dogville, mas os personagens se comportam como se elas estivessem lá - há mesmo o som, quando um deles entra na casa do outro. E a platéia logo compartilha dessa cumplicidade que é, afinal, o que constrói o fascínio da ficção.

O filme de von Trier é como uma fábula moral, que traz uma heroína feminina que sofre o diabo. Ela é a protagonista Grace (Nicole Kidman), uma fugitiva de gângsters não-identificados que procura refúgio na vilazinha, um lugar isolado, onde as pessoas construíram um mundo à parte e de padrões morais estreitos.

Grace cai como uma fresta de luz nestas vidas mofadas. E pede refúgio, um pedido a princípio recusado, mas finalmente aceito, depois da intermediação de Tomas Edison Jr. (Paul Bettany), o intelectual da aldeia que de certo modo desafia os comportamentos tacanhos ao seu redor.

Mas há duas partes na epopéia de Grace. Na primeira, ela é aceita ao se tornar útil a cada um dos moradores, oferecendo sua companhia a um homem cego que não admite a cegueira (Ben Gazzara), colhendo maçãs para um sitiante (Stellan Skaarsgard) ou cuidando do pomar da mal-humorada Ma Ginger (Lauren Bacall).

Quando se intensifica a procura da polícia e dos gângsters à fugitiva, a cidade se torna mais avarenta e cobra um preço mais alto de Grace. O filme se torna mais sombrio até o terceiro ato, que cobra escolhas radicais na transformação da heroína.

Redação Terra





 
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