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Filmes
Casseta & Planeta - A Taça do Mundo é Nossa

Título original
Casseta & Planeta - A Taça do Mundo é Nossa
Gênero Brasil,Comédia
Ano 2003
País de origem Brasil
Distribuidora Globo Filmes
Duração 90 min.
Classificação 12 anos
Língua Português
Cor Colorido
Diretor Lula Buarque de Hollanda
Elenco Bussunda, Cláudio Manuel, Hélio de la Peña, Marcelo Madureira
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Resenha
Casseta & Planeta avacalha ditadura militar
Divulgação
Cassesta & Planeta
Em seu primeiro trabalho para o cinema, A Taça do Mundo é Nossa, a sempre anárquica turma do Casseta & Planeta investe pesado na demolição de dois traumas nacionais: a ditadura militar (1964-84) e o roubo da Taça Jules Rimet, símbolo da conquista do tricampeonato mundial de futebol, em 1970.

Vistos pela ótica da trupe irreverente, os dois temas viram motivo de muitas piadas e são devidamente exorcizados.

Não sobra pedra sobre pedra, nem da imagem assustadora dos militares que tiraram o sono de tanta gente, nem dos militantes da esquerda que se arriscaram na guerrilha. Ídolos da MPB e muitos outros ícones dos anos 70 também entram na dança.

Che Guevara aparece repaginado por Cláudio Manoel, o seu Creysson da televisão, enquanto que Roberto Carlos é encarnado por um Hubert vesgo e de sorriso implacavelmente forçado.

Alguns pagaram o mico de interpretarem a si mesmos numa paródia, caso de Toni Tornado depois de um revival de seu sucesso BR-3 e dos jogadores tricampeões Carlos Alberto e Jairzinho.

Pelé, convidado, não tinha data na agenda para participar das filmagens, mas é devidamente reciclado por um Helio de la Peña que não descuida de um fio do inconfundível penteado e da entonação às vezes hesitante do Rei do Futebol.

A boa notícia sobre o filme é que os mais bem-sucedidos comediantes do país não repetiram seus personagens do programa semanal de TV - como aconteceu a sucessos de bilheteria co-produzidos pela Globo Filmes, como Os Normais.

Eles entraram de sola em uma paródia sobre um dos períodos mais dramáticos da história do país, arriscando-se a que parte dos espectadores mais jovens não reconheçam alguns dos referenciais das situações mostradas.

Nada que preocupe os humoristas. Na coletiva de imprensa do lançamento do filme em São Paulo, Beto Silva comentou essa possibilidade:

"Quem não tiver referência, vai rir do mesmo jeito. Quem tem a referência, vai rir mais. O cara sabe que é uma imitação do Gabeira numa determinada cena e vai rir. Quem não sabe quem é ele, pelo menos saca que era um terrorista."

O deputado Fernando Gabeira, aliás, foi um dos poucos convidados a recusar o convite de aparecer no próprio papel numa cena.

Mais irônico, Bussunda comentou: "Você não precisa ler os livros do Elio Gaspari para entender nosso filme. Mas precisa ver o nosso filme para entender os livros dele."

Nenhum dos comediantes teme qualquer tipo de patrulhamento ideológico. "Os caras que patrulham são todos ministros agora ou estão atrás de outras coisas", ironizou Cláudio Manuel.

Reuters





 
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