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Filmes
Contato de Risco

Título original
Gigli
Gênero Comédia
Ano 2003
País de origem Estados Unidos
Distribuidora Columbia
Duração 121 min.
Classificação 12 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Diretor Martin Brest
Elenco Ben Affleck., Jennifer Lopez e Christopher Walken
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Resenha
Ben Affleck e J-Lo decepcionam em Contato de Risco
Divulgação
Cena do filme
Ninguém consegue pronunciar direito o título original de Contato de Risco (Gigli), mas todo o mundo sabe sobre o filme, pela simples razão de ser estrelado por Ben & Jen.

Na verdade, graças à campanha promocional que a Sony fez, enfatizando o relacionamento entre Ben Affleck e Jennifer Lopez, fica difícil imaginar o filme sem esse relacionamento.

Por coincidência ou não, o roteirista e diretor Martin Brest parece ter criado um filme para capitalizar em cima da condição de celebridade dos dois.

Cada um deles ganha uma cena feita especialmente para exibir seu corpo recém-esculpido e cada um tem seus monólogos para comandar as atenções. O filme brinca com as vidas privadas dos atores e transforma boatos dos tablóides em mensagens subentendidas.

Os personagens principais são Gigli (Ben Affleck), que vive às voltas de sua crescente frustração sexual, e Ricki (Jennifer Lopez), uma garota sedutora que uma hora diz não e, em seguida, talvez. Os dois são inteiramente artificiais, nem viáveis nem dignos de crédito fora do reino do faz-de-conta.

O bandido representado por Affleck é tão durão quanto um marshmallow. Apesar de suas tatuagens fotogênicas e de seu tórax musculoso, Gigli é um bobão exibido que nenhum gângster digno do nome contrataria, nem sequer para ir buscar suas roupas na lavanderia.

A criminosa de espírito livre representada por Jennifer Lopez não passa de uma provocante garota de calendário de mecânico, brincando com sua ambivalência sexual para apimentar um cozido insosso.

Mesmo Brian, o personagem representado por Justin Bartha, embora impressionante, dá a impressão de ser fajuto. Em um momento é um idiota que canta raps provocadores e tem fixação por Baywatch, e no momento seguinte, sem que se saiba porque, é lúcido.

Quatro atores aparecem numa única cena do que se poderia chamar de "representação extrema". O primeiro é Christopher Walken no papel de um detetive da polícia dotado de uma gama fascinante de maneirismos e tiques nervosos.

Em seguida, vemos Lainie Kazan no papel típico de mãe judia. Missy Crider faz a ex-namorada de Ricki, histérica e com tendências suicidas. A melhor atuação é de Al Pacino no papel do chefão do crime da Costa Leste, exalando maldade em cada gesto.

Martin Brest já trabalhou com astros e estrelas de cinema em sua carreira de diretor, então o que pode explicar sua disposição em deixar os atores partirem no rumo que bem entendem, ou mesmo sua incapacidade de encontrar o tom adequado para esta comédia romântica dark?

Falta ao filme um ponto de vista que conduza o público ao longo da história extremamente inverossímil. Nada no filme é engraçado, excetuando as risadas provocadas pelas piadas que dão errado; nada é romântico, nem tampouco dramático.

Com tão poucos sets nos quais trabalhar, a equipe técnica de Brest se esforça, sem sucesso, para tornar o filme visualmente atraente. A cena final termina no set de Baywatch, correndo o risco de fazer o público desejar que estivesse em casa, assistindo à TV.

Reuters





 
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