| Divulgação |
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| Cena do filme |
Irmão Urso será o último desenho animado em 2-D (ou seja, tradicional) a sair da Disney por muito tempo.
Aliás, é impossível saber se a Disney, fascinada com o potencial criativo e comercial da animação computadorizada em 3-D, voltará algum dia a trabalhar com a animação tradicional.
Seja como for, sua despedida do 2-D se dá em grande estilo em Irmão Urso, um filme divertido que celebra a natureza e o mundo dos espíritos, com imagens marcantes e um misto muito bem dosado de drama e comédia, perfeito para agradar ao público familiar.
Ambientada no Noroeste Pacífico norte-americano, 10 mil anos atrás, a história começa com um idoso contando a um grupo de jovens numa caverna uma história sobre ele próprio e seus dois irmãos.
Anos antes, Tanana (Joan Copeland), a xamã da aldeia, deu ao irmão mais jovem, Kenai (Joaquin Phoenix), um totem para guiá-lo pela vida. O totem é um urso esculpido, símbolo do amor, e decepciona o rapaz. Ele preferia uma águia, como a que foi dada a seu irmão mais velho, Sitka (D.B. Sweeny), ou mesmo o lobo dado a seu irmão Denahi (Jason Raize).
Mais tarde, quando descobre que um urso roubou seu cesto de peixes, ele caça o animal e o enfrenta. Seus irmãos mais velhos correm para socorrê-lo, e Sitka sacrifica a própria vida para salvar Kenai.
Arrasado, este jura se vingar do urso pardo. Apesar dos avisos de Denahi e Tanana, Kenai caça e mata o animal. Nesse momento, os Grandes Espíritos do céu transformam o jovem num urso. Quando Denahi chega, ele acha que é esse urso que matou seus irmãos e avança para atacá-lo.
Alces, ursos e mistério
Tanana aparece diante do rapaz, em corpo de ursa, para explicar por que ele foi transformado e dizer a ele que ele poderá encontrar Sitka "na montanha onde a luz toca a terra".
Enquanto reflete sobre o possível significado disso, Kenai topa com dois alces estúpidos com sotaques canadenses, Rutt e Tuke (Rick Moranis e Dave Thomas, hilários).
Nem um nem outro têm qualquer idéia onde encontrar a tal montanha, mas eles reaparecem de vez em quando para infundir o filme com um toque de comédia.
Depois de ficar preso na armadilha de um caçador, Kenai é salvo por um filhote de urso tagarela chamado Koda (Jeremy Suarez), que não apenas o liberta mas também afirma saber onde fica a montanha.
A contragosto, Kenai aceita fazer do filhote seu companheiro numa jornada cheia de aventuras pelas florestas, cavernas glaciais e um campo vulcânico. Durante todo esse percurso, eles são perseguidos por Denahi, que quer vingar a morte dos irmãos.
Misturas de efeitos 2-D e 3-D
A relação entre Kenai e o falador Koda lembra bastante o que se viu em outros desenhos animados recentes, como por exemplo o relacionamento entre o mamute Manfred e Sid, o bicho-preguiça falador, em A Era do Gelo, ou mesmo o ogro carrancudo e o burro loquaz de Shrek.
Mas o fato é que essa junção de personagens tão diferentes é garantia de risadas constantes.
Todos os atores, que apenas dublam os personagens animados, estão ótimos, especialmente Rick Moranis e Dave Thomas.
Mais tarde, aparece Michael Clarke Duncan no papel de Tug, um urso jovial que dá as boas-vindas aos outros ursos no evento anual da corrida do salmão.
O misto de efeitos em 2-D e 3-D confere à selva pós-Era do Gelo uma beleza espantosa, digna de quadros. Os animadores da Disney encheram as paisagens de efeitos aquáticos espetaculares, nuvens enormes, neve que se movimenta, lama vulcânica e as cores brilhantes da aurora boreal.
O filme também se beneficia das canções melódicas compostas por Phil Collins, seu segundo trabalho num desenho animado da Disney.
Redação Terra