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Filmes
Beira da Piscina, À

Título original
Swimming Pool
Gênero Suspense
Ano 2003
País de origem França, Reino Unido
Distribuidora Imovision
Duração 102 min.
Classificação 12 anos
Língua Inglês, Francês
Cor Colorido
Som DTS Dolby SDDS Digital
Diretor François Ozon
Elenco Charlotte Rampling, Ludivine Sagnier e Charles Dance,
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Resenha
Diretor tenta confundir o espectador em À Beira da Piscina
Divulgação
Cena do filme
François Ozon é neste momento o enfant gaté (garoto mimado) do cinema francês. Ou seja, é um cineasta que faz o que bem entende e conta com produtores fiéis para tudo o que quer.

Seu sexto longa-metragem, Swimming Pool - À Beira da Piscina é um sintoma desse momento de sucesso a quem tudo pode se permitir - até alguma frivolidade.

Concorrente à Palma de Ouro em 2003, o filme foi recebido em Cannes com aplausos, mas também com alguma reserva da crítica.

No centro da história está uma escritora de suspense em crise de criatividade (Charlotte Rampling) e a filha mimada de seu editor (Ludivine Sagnier).

Trata-se de um divertimento. A trama policial brinca com a platéia o tempo todo. Para não entregar o jogo, é bom só dar um conselho: que o público, quando assistir ao filme, não acredite em nada, mas em nada mesmo, do que se vê à primeira vista. E que fique bem atento na sala até o final.

O longa-metragem brinca com o olhar, com as expectativas e com as sensações - ou seja, tudo o que se espera do cinema, que se pretende abertamente uma diversão, embora com algum grau de sofisticação.

Swimming Pool tem uma certa classe e um certo mistério ao falar de um crime, mas também capricha na criação literária e nas ilusões do cinema.

No entanto, tudo é muito ligeiro. O filme não mergulha nas águas profundas de uma Patricia Highsmith, inspiração assumida do diretor para compor a personagem de Charlotte Rampling.

No final das contas, é um tanto frívolo e por isso mais perto do risco de virar descartável do que filmes anteriores de Ozon -- como Sob a Areia ou até Oito Mulheres.

Ainda assim, o filme mantém sua dignidade e o roteiro é suficientemente esperto para não ofender a inteligência de ninguém.

Reuters





 
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