| Divulgação |
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| Cena do filme |
O filme da Disney Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra serviu de balão de ensaio para testar a viabilidade da volta ao cinema das aventuras em alto mar. Pois não poderia haver melhor hora para a chegada de Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo.
Leia entrevista com Russell Crowe
Adaptado com grande habilidade dos romances históricos de Patrick O''''''''''''''''Brian, Mestre dos Mares é uma aventura épica ambientada durante as Guerras Napoleônicas. Na ficha técnica, estão dois artistas no auge: o diretor Peter Weir e o ator Russell Crowe. Juntos, eles criaram um filme instigante que dedica tanta atenção à motivação dos personagens quanto às emocionantes sequências de ação.
O projeto foi iniciado pelo produtor Samuel Goldwyn Jr. há dez anos, e passou por três estúdios até ser concluído. Mas os resultados justificam a longa espera.
Além de atrair o público masculino, especialmente os leitores dos romances de O''''''''''''''''Brian, o filme deve agradar também as mulheres por tratar de assuntos como dever e amizade (sem falar na atuação de Russell Crowe).
Os personagens principais foram apresentados pela primeira vez no livro Mestre dos Mares, de O''''''''''''''''Brian, mas os temas narrativos foram retirados do décimo livro da série, The Far Side of the World. A aventura, ambientada em 1805, acontece quase inteiramente a bordo de um navio da marinha britânica, o HMS Surprise, comandado pelo célebre capitão "Lucky" Jack Aubrey (Crowe).
Quando a embarcação é gravemente danificada e muitos homens são feridos num ataque surpresa de Acheron, o adversário francês de Aubrey, o protagonista decide derrotar o inimigo partindo numa perseguição perigosa.
A atitude faz o médico do navio, Stephen Maturin (Paul Bettany), grande amigo de Aubrey, questionar se a missão é motivada por razões profissionais ou pessoais, colocando em risco a amizade que os une há anos.
Não faltam riscos e perigos no percurso do navio, da costa do Brasil até as ilhas Galápagos, especialmente nas águas violentas do Cabo Horn. Essa parte, aliás, faz Mar em Fúria parecer um mergulho tranquilo numa piscina.
O diretor Peter Weir demonstra domínio total de seu trabalho. Unindo o olhar arguto para climas e detalhes de época que já manifestara em trabalhos como Gallipoli e Picnic na Montanha Misteriosa, aos insights sobre os personagens de A Testemunha e Sociedade dos Poetas Mortos, Weir deixa claro que é a escolha natural para dirigir um filme baseado nos livros de O''''''''''''''''Brian.
Russell Crowe também é perfeito para o papel de Lucky Jack. Crowe transmite ao espectador todas as nuanças do conflito que Jack trava com sua própria consciência na tentativa de fazer a coisa certa.
Maturin (Paul Bettany) representa o homem de ciência em contraponto perfeito ao homem de ação Jack Aubrey. Bettany e Crowe, que já haviam trabalhado juntos em Uma Mente Brilhante, de Ron Howard, criam uma textura emocional convincente que enriquece os visuais incríveis de Mestre dos Mares.
Reuters