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Filmes
Moça com Brinco de Pérola

Título original
Girl with a Pearl Earring
Gênero Drama
Ano 2003
País de origem Luxemburgo, Reino Unido
Duração 95 min.
Classificação 12 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Som DTS Dolby SDDS Digital
Diretor Peter Webber
Elenco Colin Firth, Scarlett Johansson, Tom Wilkinson
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Resenha
Veja trailer de Moça com Brinco de Pérola, 3 indicações ao Oscar
Divulgação
Cena do filme
Moça com Brinco de Pérola é uma exploração fictícia do mundo do mestre holandês Johannes Vermeer.

Assista ao trailer
Especial da 29ª Mostra Internacional de Cinema

Baseado no romance best-seller de Tracy Chevalier, o roteiro de Olivia Hetreed especula sobre quem é a garota que aparece no quadro Moça com Brinco de Pérola e por que ela aparenta estar ao mesmo tempo triste e achando graça de algo.

Estréia na direção cinematográfica do diretor de televisão Peter Webber, o filme também oferece ótimas lições sobre as técnicas e metodologia da pintura do século 17.

Com a ajuda de atuações inspiradas de Colin Firth e Scarlett Johansson (Encontros e Desencontros), o filme talvez agrade principalmente ao público do cinema de arte, mas é inegável que consegue como poucos penetrar na vida de um pintor e na fonte de sua inspiração artística.

O diretor de fotografia Eduardo Serra e o designer Ben van Os transformam cada quadro do filme em homenagem viva a Vermeer, usando a composição e iluminação do artista para captar o visual da Holanda em 1665.

Eles utilizam a famosa "luz do norte", que capta rostos e objetos em uma meia-luz calorosa que abre cenas domésticas comuns à beleza da cor e da forma.

Ainda adolescente, Griet (Scarlett Johansson) é obrigada a deixar sua família protestante para ir morar com a tumultuada família católica de Vermeer, em Delft, quando seu pai, pintor de azulejos, fica cego.

A casa é administrada por mulheres rígidas. A avarenta sogra de Vermeer, Maria (Judy Parfitt), nunca relaxa a vigilância sobre sua emotiva filha, Catharina (Essie Davis), perpetuamente grávida, sempre colocando no mundo mais bocas a alimentar. Há também sua neta traquinas e duas empregadas fofoqueiras.

No andar de cima, em seu estúdio, Vermeer (Firth) trabalha arduamente, mas em paz, com sua pintura. Ele não é prolífico - leva meses para completar cada tela encomendada, fato que dificulta a situação financeira da família.

Paixão platônica
Vermeer sente uma apreciação pelo trabalho da nova criada, filha de um artista, que ninguém mais na família manifesta.

Ele a ensina a comprar e misturar suas tintas, e ela o observa nas suas experiências com espaço e luz. E, à medida que cresce o interesse do pintor pela moça, também aumentam os ciúmes de sua mulher.

A jovem beldade atrai a atenção de dois outros homens: o rico Mestre van Ruijven (Tom Wilkerson), o patrono de Vermeer, e Pieter (Cillian Murphy), filho de açougueiro, que a corteja timidamente.

Percebendo as tensões existentes dentro da casa de Vermeer e desejando Griet ele próprio, o astuto van Ruijven tenta o pintor com uma encomenda sedutora.

Pede a ele que pinte Griet sozinha, fora das vistas de sua mulher. Sedenta pelo dinheiro, a sogra Maria autoriza o trabalho - e a relação de Vermeer com Griet - a seguir adiante.

O filme observa com sutileza a guerra psicológica que se instala na família e retrata a cidade agitada com animais perambulando soltos pelas ruas e o lixo espalhado pelos canais. E parece dizer que tudo isso contribuiu para a obra-prima resultante.

A inocência corajosa e inteligente de Griet, representada por Johansson, é contrabalançada pela admiração mundana e compassiva de Vermeer (Firth).

Em outra época e outro lugar, os dois teriam se tornado amantes. Mas naquele lugar e naquele tempo, as diferenças de classe, religião e educação impossibilitam essa saída. Apesar da tensão sexual evidente, as paixões permanecem no plano platônico e cerebral.

Reuters





 
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