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| Os Incríveis |
A Pixar Animation Studios ousou ao penetrar em um novo território dos filmes de animação com Os Incríveis, uma aventura de ação divertidíssima que envolve uma família inteira de super-heróis.
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É uma mistura de Pequenos Espiões, James Bond e Homem-Aranha, tudo junto, sob a direção inteligente de Brad Bird, o homem que esteve por trás da fantástica animação Gigante de Ferro, de 1999. Basicamente, o que Bird e a Pixar fizeram foi criar um filme de super-heróis que poderia muito bem ter sido feito com atores de verdade.
O longa-metragem foi estilizado para ficar com a aparência de uma fantasia imaginada nos anos 1960, e isso inclui a trilha sonora jazzística de Michael Giacchino, que lembra Missão Impossível, Os Vingadores e as trilhas sonoras que John Barry criou para os primeiros filmes de James Bond.
Os animadores apresentam as residências suburbanas e os escritórios em linhas limpas e enxutas, com detalhes reduzidos ao mínimo, enquanto o antro do vilão da história é um misto de ilha no meio da selva e fábrica de armas, lembrando o antro do Satânico Dr. No, mas equipado com engenhocas e equipamentos de segurança da era espacial.
Bob Parr (dublado na versão original por Craig T. Nelson) é o Sr. Incrível, um super-herói que combatia o crime. Sua mulher, Helen (Holly Hunter), também conhecida como Mulher Elástico, é uma contorcionista cujos braços e pernas parecem ser capazes de se esticar ao infinito.
A história começa quando os cidadãos ingratos se cansaram de seus super-heróis. A família Parr é obrigada a se aposentar num programa de relocação de super-heróis.
Instintos reprimidos
Durante 15 anos o casal adota identidades civis e passa a viver uma vida "normal" com seus três filhos, todos os quais possuem capacidades supernaturais que precisam ser reprimidas a cada vez que ameaçam vir à tona.
Violet (Sarah Vowell) é uma teen tímida e desajeitada, Dash (Spencer Fox) é briguento e apressado, e o caçula é o bebê Jack-Jack (Eli Fucile e Maeve Andrews).
Bob, que já ganhou um barrigão, trabalha num emprego normal, no qual tem que bater ponto. Sua angústia por não poder exercer seu lado super-herói é aplacada nas noites em que supostamente joga boliche com outro antigo super-herói, Lucius (Samuel L. Jackson), também conhecido como Frozone, quando os dois, na realidade, realizam pequenas missões de salvamento anônimo.
Louco para voltar a fazer o que sabe melhor, Bob é atraído pela misteriosa Mirage (Elizabeth Pena) até a distante ilha Nomanisan para ouvir a proposta de um trabalho ultra-secreto. O sucesso dele faz Bob sentir-se Incrível pela primeira vez em anos.
Então, ele começa a malhar para voltar à forma de super-herói, ao mesmo tempo em que esconde de Helen que foi demitido de seu emprego na seguradora.
O melhor da Pixar
Na segunda vez em que é chamado à ilha, Bob cai numa armadilha preparada por um antigo admirador do Sr. Incrível, alguém que hoje é conhecido como Syndrome (Jason Lee). Este compensa a falta de superpoderes com um arsenal de armas e acessórios que ele próprio criou.
Quando Helen descobre o que seu marido estava escondendo, ela corre à ilha num avião envenenado no qual seus filhos se esconderam como passageiros clandestinos. Então, a família inteira se reencontra na ilha para combater os malfeitores e salvar o mundo mais uma vez.
As cenas de ação contêm suspense fantástico, e as cenas domésticas são repletas de humor e inteligência. A ação é tão intensa que o filme se torna impróprio para crianças muito pequenas ou sensíveis.
Mas, para todos os outros espectadores, as sequências de ação são brilhantes. O que as torna hilárias é que as crianças vão descobrindo seus superpoderes dentro das próprias perseguições e lutas.
Pode parecer incrível, mas Os Incríveis é o melhor filme já produzido pela Pixar.
Reuters