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| Cena do filme |
Maria Cheia de Graça é um filme emocionante sobre uma garota de 17 anos que, desesperada, viaja como "mula" para os Estados Unidos, levando drogas escondidas para pagar pelo sustento de sua mãe e irmã.
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Maria é interpretada por Catalina Sandino Moreno, primeira colombiana indicada ao Oscar de melhor atriz. Para conseguir dinheiro para sua família, ela se arrisca a trabalhar para uma quadrilha de traficantes.
Ela engole pacotes de cocaína e viaja com eles no estômago para Nova York. Para a moça interiorana da Colômbia, é uma viagem difícil e uma experiência apavorante.
História intensa por sua própria natureza, Maria Cheia de Graça é narrado desde uma perspectiva solidária com sua protagonista.
Apesar de seu desenlace um tanto quanto previsível, o roteirista e diretor Joshua Marston criou um retrato convincente do desespero provocado pela miséria.
Como numa espécie de versão moderna de Ladrões de Bicicleta, clássico do cinema italiano de Vittorio De Sica, passamos o filme todo torcendo por Maria, cientes de sua decência humana e querendo protegê-la das consequências de seus erros.
Falado em espanhol, este trabalho de HBO Films convence em grande medida graças à atuação convincente da atriz principal.
Também contribuem para o resultado positivo os aspectos técnicos: a direção de fotografia de Jim Denault e os cortes instigantes dos editores Anne McCabe e Lee Percy intensificam a dramaticidade dessa história profundamente humana.
Maria Cheia de Graça fez sucesso nos festivais de cinema brasileiros do ano passado, recebendo o grande prêmio do júri da Mostra de São Paulo.
Reuters