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Filmes
Antes do Pôr-do-Sol

Título original
Before Sunset
Gênero Romance
Ano 2004
País de origem Estados Unidos
Duração 80 min.
Classificação 14 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Diretor Richard Linklater
Elenco Ethan Hawke, Julie Delpy, Vernon Dobtcheff, Louise Lemoine Torres
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Resenha
Antes do Pôr-do-sol traz romantismo com bons diálogos
Divulgação
Cena do filme
Os dois personagens de Antes do Pôr-do-sol passam o filme inteiro conversando e apenas se abraçam uma vez. Apesar disso, há muito tempo não se via um filme tão romântico quanto este.

Assista ao trailer de Antes do Pôr-do-Sol

E essa não é a única coisa incomum neste filme. Criado por três pessoas - o diretor Richard Linklater e os dois protagonistas, Ethan Hawke e Julie Delpy -, Antes do Pôr-do-sol é um experimento tremendamente bem-sucedido para saber se um filme consegue cativar o público com uma conversa entre duas pessoas que transcorre em tempo real.

Meu Jantar com André realizou esse feito para os cinéfilos intelectuais, apreciadores do cinema de arte. Antes do Pôr-do-sol o faz para o grande público.

O filme é sequência de Antes do Amanhecer, também de Linklater, drama romântico que recebeu o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Cinema de Berlim em 1995.

Nove anos se passaram desde que o jovem norte-americano Jesse (Ethan Hawke) e a estudante francesa Celine (Julie Delpy) passaram 14 horas impetuosas e loucas juntos em Viena, um caso de amor de uma noite só que, conforme prometeram um ao outro, iriam retomar seis meses mais tarde, novamente em Viena. Será que eles foram ao encontro? O novo roteiro de Linklater e seus atores traz a resposta deprimente: não.

Nove anos mais tarde, Jesse escreveu um livro sobre aquela única noite que nunca conseguiu esquecer. Celine aparece na mais famosa livraria inglesa de Paris, a Shakespeare and Co., para a sessão de autógrafos de Jesse.

Ele precisa embarcar num avião para Nova York em poucas horas. Eles terão apenas tempo suficiente para tomar um café, caminhar pelas ruas estreitas da margem esquerda do Sena, passear de barco e chegar até o carro de Jesse para ir ao aeroporto. Uns 75 minutos, digamos.

Através da conversa, ficamos sabendo por que eles não se encontraram novamente conforme tinham marcado, como cada um está indo, quase dez anos depois, o que cada um acha da situação do mundo, como andam suas vidas amorosas e, finalmente, se aquele encontro de uma noite só chegará ou não a transformar-se em algo mais do que isso.

Momento raro
Poucos filmes americanos ousam basear sua história inteiramente em diálogos e subtextos. É verdade que Hawke e Delpy são realmente agradáveis de se ver. Basta fazer um flashback rápido para o primeiro filme para perceber que eles estão até mais bonitos agora do que eram na época. E Julie Delpy canta uma canção que compôs no filme.

Fora isso, o longa-metragem é feito de duas pessoas conversando, fazendo perguntas uma à outra e, nas respostas que ouvem, buscando pistas para entender onde se situam agora, como casal.

Há algumas revelações inesperadas. Ambos viveram em Nova York na mesma época e recriaram sua versão própria de Sintonia de Amor, ao nunca toparem um com o outro. Jesse se tortura porque certa vez imaginou ter visto Celine na cidade, e agora se dá conta de que pode ter sido verdade.

Jesse tem mulher e filho, enquanto Celine tem um namorado de quem gosta bastante. Onde eles ficam, então, como casal? É evidente que eles se sentem tão à vontade um com o outro quanto antes, mas não está claro se este reencontro não será apenas mais um acaso passageiro do destino.

Linklater, Hawke e Delpy criaram um filme sábio, que mostra o efeito da idade sobre as pessoas. Nos anos passados entre um encontro e outro, a vida ensinou algumas coisas a cada um deles, que passaram a enxergar suas opções e as pessoas sob ótica diferente.

Foi por isso que Jesse escreveu um livro e Celine compôs uma canção sobre a noite que passaram juntos. Foi um momento mais raro do que qualquer um dos dois percebera.

Antes do Pôr-do-sol foi rodado em apenas 15 dias, com orçamento apertado. As tomadas longas do diretor de fotografia Lee Daniel são suaves, os atores parecem à vontade e a química entre eles é forte. Até mesmo as canções de Julie Delpy não são nada más.

Reuters





 
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