| Divulgação |
 |
| Cena do filme |
A última vez que vimos o inspetor Clouseau, a marca Pantera Cor-de-rosa passava por momentos difíceis, com o ator (agora diretor de TV) Ted Wass tentando preencher o lugar vago após a morte do formidável Peter Sellers em A Maldição da Pantera Cor-de-rosa, de 1983.
Assista ao trailer 
Esse título também cairia como uma luva neste atual remake, que foi simplesmente chamado de A Pantera Cor-de-rosa e que finalmente chega aos cinemas nesta sexta-feira após ter sua estréia anunciada diversas vezes.
Mesmo com a inspirada escolha de Steve Martin no papel de Clouseau, o filme é mais desajeitado e atrapalhado do que o desastrado inspetor.
O resultado é dolorosamente sem graça ¿ algumas exceções, como uma mordida num "hambúrguer", já começam a perder a graça devido à propaganda. E mesmo com o acréscimo da tentadora cantora Beyounce, há um gosto de requentado em toda a produção.
Embora Martin e o diretor Shawn Levy tenham trabalhado juntos antes no primeiro remake de Doze é Demais, eles não conseguem fazer as tiradas cômicas necessárias.
O resultado desperdiça uma série de talentos, incluindo o de Kevin Kline como o pomposo superior de Clouseau e Jean Reno como o estóico assistente do inspetor, além de Emily Mortimer e Kristin Chenoweth.
Apesar de ser filmado em Nova York, Paris e Praga, o filme poderia muito bem ter sido rodado todo em estúdio. Milagrosamente, a partitura de Henry Mancini é a única coisa que consegue aparecer intocada, mesmo com as tentativas do compositor Christophe Beck de atualizá-la com um matiz tecno.
Reuters