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Filmes
Adorável Júlia

Título original
Being Julia
Gênero Comédia,Drama
Ano 2004
País de origem Canadá, Hungria, Reino Unido, Estados Unidos
Distribuidora Paris Filmes
Duração 105 min.
Classificação 14 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Som Dolby SDDS Digital
Diretor István Szabó
Elenco Annette Bening, Jeremy Irons, Bruce Greenwood
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Resenha
Annette Bening vive atriz de 1930 em Adorável Julia
Divulgação
Cena de Adorável Júlia

Adorável Julia é um veículo delicioso, embora pouco consistente, para uma das melhores atrizes americanas da atualidade, Annette Bening.

Assista ao trailer

A história propriamente dita é um soneto de amor pelo teatro e suas grandes atrizes, essas divas misteriosas e sedutoras cujo triunfo acontece nos palcos.

Bening, que fica igualmente à vontade no palco ou na tela, representa uma atriz desse tipo, em uma performance que exemplifica o que o filme quer mostrar e, ao mesmo tempo, ilustra a luta de uma estrela específica para conservar seu status de estrela. O filme vai agradar sobretudo ao público de mais de 30 anos.

Adorável Julia é baseado em Theatre, um dos romances curtos menos conhecidos do escritor W Somerset Maugham. Mesmo na época em que foi publicada, em 1937, faltava originalidade à história, que trata das crises da meia-idade e de romances sazonais, temas que já foram melhor cobertos em outras obras.

Assim, o autor do roteiro adaptado, Ron Harwood, não tinha muito com que trabalhar. O que ele e o diretor Istvan Szabo conseguiram criar, e muito bem, foi uma série de cenas extremamente teatrais e repletas de emoção que formam uma espécie de novela espirituosa sobre triângulos amorosos ¿ ou, em um caso, um quadrângulo.

Ao centro de tudo está Annette Bening como Julia Lambert, a estrela do West End londrino em 1938. Radiante no palco, o que significa tanto no teatro como na sociedade londrina, Julia, em seus momentos privados, permite que uma mulher durona, mas também vulnerável, transpareça por baixo da superfície brilhante.

Sua carreira é administrada por seu marido e empresário Michael (Jeremy Irons), cuja única outra justificativa para considerar-se famoso é a afirmação de que é um dos homens mais bonitos de Londres.

Mas a vida de Julia e Michael já virou um arranjo formado por carreiras paralelas, mas vidas separadas. Sentindo o passar dos anos na própria pele, Julia deixa um admirador ardente de metade de sua idade, Tom Fennel (Shaun Evans), arrebatá-la, mas então se esquece dos próprios princípios e se apaixona de fato por ele.

Ela não demora a deixar essa fraqueza de lado, porém, e encontra uma maneira ótima de virar a mesa, causando espanto a todos: seu amante, seu marido e a atriz astuta (Lucy Punch) que passa a ir para a cama com ambos, além de dividir o palco com ela, Julia. Ao mesmo tempo, Julia manobra até voltar a seu lugar favorito, que é o centro das atenções no palcos.

Com sua audácia, ela chega a conquistar o afeto do único homem que nunca se deixou iludir por ela, seu filho (Thomas Sturridge), que enxerga o que há por trás de cada uma de suas manobras.

Um toque de realismo mágico divertido permite que o fantasma do falecido mentor de Julia, seu primeiro professor de teatro (Michael Gambon, muito divertido no papel), entra e saia das cenas, tecendo comentários sobre a "performance" de sua pupila.

Quando o fantasma lhe diz que ela está exagerando na atuação ou nas lágrimas, o espectador não pode deixar de concordar com ele. Não é que Annette Bening esteja exagerando na atuação, mas que ela está representando uma diva de 1938.

A realidade dos palcos invadiu sua vida privada. Sim, aqueles risinhos constantes quando ela redescobre a juventude nos braços de um rapaz mais jovem são irritantes, mas condizem perfeitamente com o personagem.

O filme tem uma montagem muito bela, com a iluminação atmosférica criada pelo diretor de fotografia Lajos Koltai para as cores ricas e agradáveis dos cenários de época criados por Luciana Arrighi.

A trilha sonora de Mychael Danna é antiquada no melhor sentido possível: ela ocupa o pano de fundo, mas, ao mesmo tempo, deixa transparecer o romantismo da vida mítica do teatro da época.

Reuters





 
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