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Filmes
Star Wars III - A Vingança dos Sith

Título original
Star Wars: Episode 3 - Revenge of the Sith
Gênero Ação,Ficção,Aventura
Ano 2005
País de origem Estados Unidos
Distribuidora Fox
Duração 140 min.
Classificação 12 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Som Dolby
Diretor George Lucas
Elenco Ewan McGregor, H. Christensen, Natalie Portman e Samuel L. Jackson
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Resenha
Star Wars III finaliza a saga e reserva prazer para os fãs
Divulgação
Cena do filme

Star Wars: Episódio III - A Vingança do Sith, o episódio final do épico cinematográfico criado por George Lucas encerra a série de seis partes com tanta ousadia e bravura que sentimos vontade de gritar "rebobine!". Sim, rebobinar para repassarmos mais de 13 horas de coragem, traição, mundos novos, seres esdrúxulos e fragilidade humana.

Assista ao trailer
Confira especial sobre o filme

Os primeiros dois episódios da segunda trilogia de Lucas (A Ameaça Fantasma, de 1999, e Ataque dos Clones, de 2002) levaram muitos fãs da trilogia original a indagar-se se essa parte anterior da história valia a pena ser vista. A resposta é "sim", sem dúvida alguma.

É verdade que foram necessárias muitas exposições pesadas, cenas representadas com rigidez e criaturas pouco mágicas para chegarmos a A Vingança dos Sith. Mas Lucas e companhia desta vez reservam grandes prazeres a seus fãs.

É desnecessário dizer que a bilheteria internacional do filme chegará às centenas de milhões de dólares. A verdadeira pergunta é quanto dinheiro a série inteira vai acabar arrecadando - agora pronta para ser embalada e reembalada em todos os tipos de formatos e mídia. Digamos apenas que será muito dinheiro.

O que aparentemente seria o maior obstáculo para o sucesso de "Episódio 3" acaba se revelando seu ponto mais forte. Mesmo os cinéfilos apenas casuais sabem o que aguarda os personagens, que vão terminar no ponto em que o Guerra nas Estrelas original - agora rebatizado de Episódio 4 - A Nova Esperança - deu início à saga toda, quase 30 anos atrás.

Sabemos como o cavaleiro jedi Anakin Skywalker vai se voltar ao lado escuro da Força, como seus filhos gêmeos serão separados ao nascer e como seu ex-mestre Obi-Wan Kenobi e o pequeno mestre jedi Yoda se transformarão em seus inimigos mortais. Mesmo assim, é realmente emocionante ver esses destinos se desenrolando de maneira tragicamente inevitável, cada peça caindo em seu devido lugar.

O filme começa em grande estilo. Os cavaleiros Anakin (Hayden Christensen) e Obi-Wan (Ewan McGregor) chegam em jatos e se chocam com uma armada espacial de Sith, combatendo várias forças de ataque com bravura e habilidade. Na nave de batalha principal, o conde Dooku (Christopher Lee) e seu aliado general Grievous - um dos muitos personagens computadorizados, com esqueleto metálico e rosto de coiote - aprisionaram o chanceler da República, Palpatine (Ian McDiarmid).

A ação é ininterrupta por mais de 20 minutos. Os dois cavaleiros jedis garantem a parte heróica, desafiando a gravidade, e o robô R2D2 (Kenny Baker) cria ação cômica brilhante. Durante todo o filme, aliás, George Lucas, roteirista e diretor, faz um trabalho muito melhor do que fez nos filmes anteriores de entremear o registro cômico com o dramático e até mesmo trágico.

A maneira como o angustiado Anakin é atraído para o lado escuro e a transformação do inteligente Palpatine no ditador do Império Galáctico se dão de maneira inteligente e persuasiva.

O filme começa com o já tradicional título que nos informa que a guerra galáctica começou, que há heróis de ambos os lados, e que o mal está presente por toda parte. Compreensivelmente, Anakin não sabe em quem confiar.

Ele leva uma vida dupla, tendo se casado em segredo com a bela senadora Padme Amidala. A gravidez dela traz o casamento secreto à tona e o faz perder sua condição de cavaleiro. Ao mesmo tempo, Palpatine, depois de resgatado, se abre com Anakin e semeia em sua cabeça dúvidas quanto ao conselho dos jedis. E o chefe do conselho, Mace Windu (Samuel L. Jackson), deixa transparecer que perdeu a confiança em Anakin.

Palpatine faz com que Anakin seja indicado para o conselho, mas Anakin não é autorizado a assumir o título de mestre. O que é ainda mais preocupante é que cada lado - Palpatine e Obi-Wan - procura Anakin e pede que ele espione o outro lado.

Pouco depois, Anakin tem sonhos que indicam que Padme vai morrer ao dar à luz. Palpatine indica ao marido aflito que, para salvar sua mulher, ele terá que explorar a Força mais profundamente.

A segunda trilogia ainda sofre os efeitos de um trabalho fraco dos atores e dos diálogos fracos. A dimensão trágica do dilema de Anakin mal consegue resistir a falas de Padme como "você é uma boa pessoa. Não faça isso". Muitas cenas de diálogo, apesar de curtas, parecem desajeitadas e pouco naturais. No entanto, diante da grandeza épica da ação e do propósito do filme todo, esses não passam de pequenos detalhes.

Já totalmente em casa com o cinema digital, Lucas mostra que é capaz de abrir uma trilha pioneira como ninguém. Filmando em locais tão diferentes quanto Austrália, Grã-Bretanha e ainda China, Tailândia, Suíça, Itália e Tunísia, Lucas mergulha o espectador em batalhas campais em cavernas escuras e naves espaciais gigantes, ou então num duelo de espadas de luz conduzido sobre um rio de lava incandescente.

Combinando estéticas de ação coreográfica americanas, chinesas e sobrenaturais, George Lucas redefiniu o cinema de fantasia com Star Wars e ensinou uma geração de cineastas a não aceitar limitações.

A censura, que era de 12 anos na estréia do filme, foi reduzida para 10 na semana seguinte.

Reuters





 
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