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| Cena do filme |
Se existisse um prêmio para os piores filmes, Free Zone poderia facilmente ficar com ele. Rodado com uma câmera instável, com ritmo apático e discurso enfadonho, Free Zone é uma viagem cinematográfica penosa. Para completar, a narrativa do diretor israelense Amos Gitai é decepcionante.
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Nessa excursão filosófico-política, uma norte-americana de 23 anos, Rebecca (Natalie Portman), pega carona com uma israelense, Hanna (Hanna Laslo), que está seguindo para a Zona Livre na Jordânia para receber uma soma em dinheiro que é devida ao seu marido pelo "americano".
No caminho, Hanna fala de sua vida dura em Israel, sobrevivendo em meio a guerras e deslocamentos constantes. Essas ruminações, que visam valorizar Hanna aos olhos do espectador, são divagações redundantes, mas em sincronia com o visual estético de Gitai - a câmera se demora em um pedestre e só se mexe para incluir um irrelevante camelo na cena.
Visualmente, Free Zone lembra um filme caseiro, no qual um turista exageradamente entusiasmado grava cada momento de sua viagem monótona. Em resumo, a mão insegura de Gitai enfraquece quaisquer temas políticos. No final, a dupla termina com Leila, uma animada palestina que explica que o "americano" desapareceu.
Apesar das deficiências da direção, as interpretações são boas: Laslo atrai empatia como a israelense belicosa, enquanto Hiam Abbass brilha como a palestina que luta com seus próprios problemas. Portman é essencialmente um personagem secundário, mero receptáculo para os discursos e meditações de Hanna.
Redação Terra