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Filmes
Marcas da Violência

Título original
A History of Violence
Gênero Drama,Policial
Ano 2005
País de origem Estados Unidos
Duração 96 min.
Classificação 18 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Som DTS Dolby Digital
Diretor David Cronenberg
Elenco Viggo Mortensen, Maria Bello, William Hurt
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Resenha
David Cronenberg acerta em Marcas da Violência
Divulgação
Cena do filme
Marcas da Violência, de David Cronenberg, é um filme inteligente que aborda questões significativas sobre verdade, redenção e perdão.

Assista ao trailer

Um dos trabalhos mais diretos do cineasta canadense, o longa-metragem deverá agradar o grande público, que em geral prefere os filmes de ação a ter personagens com profundidade, diversas mudanças no enredo e uma conclusão satisfatória.

O roteiro propõe a seguinte questão: se você fosse um homem decente, com uma mulher adorável e dois filhos, tocando um restaurante numa cidadezinha, e dois mal-encarados aparecessem e o chamassem por um nome diferente?

Tom Stall (Viggo Mortensen) e sua mulher advogada, Edie (Maria Bello), criam felizes da vida duas agradáveis crianças em Millbrook, Indiana, quando o mundo deles é virado de ponta cabeça por um ato de extrema violência.

A surpresa vem pelo fato de que é o pacífico Tom quem comete a violência. Quando os dois bandidos preparam-se para matar uma garçonete do restaurante, Tom age como se fosse um assassino por natureza, matando os agressores com eficiência impiedosa.

Imediatamente, ele é saudado como herói americano e se torna assunto de manchetes de jornais de circulação nacional e de programas de televisão. Quando o furor parece estar diminuindo, outros três homens mal-encarados vestindo jaquetas pretas e óculos escuros entram no restaurante de Tom.

O líder deles tem uma cicatriz horrível que vai do olho esquerdo à bochecha. O xerife local mais tarde revela que o homem é Carl Fogarty (Ed Harris), um conhecido mafioso da Filadélfia saído da prisão após 15 anos.

Fogarty diz que o verdadeiro nome de Tom é "Joey" e ele apenas sorri quando Tom nega. Tom está em perigo e a ameaça cresce cada vez mais, a família dele precisa lidar com a suspeita e o medo até que uma sangrenta resolução põe um desfecho às coisas.

Cronenberg está em ótima forma para incomodar em Marcas da Violência. Embora a narrativa seja direta, o roteirista Josh Olson While recheia a história com pistas falsas e inclui humor inteligente à temática violenta.

A história caminha tão rápido que é fácil ignorar o fato de que a mídia, que primeiro cobre em detalhes o dia-a-dia de Tom, não aparece nunca mais.

O filme mergulha na natureza da violência e faz a desconfortável sugestão de que ela pode ser uma boa coisa. Cronenberg torna o público cúmplice ao usar humor em algumas cenas para conquistar simpatia.

A violência no filme é rápida, cortante e repulsiva, como quase sempre é, quando não estilizada pelos filmes. Mortensen está convincente no papel de cara bonzinho, mas que de algum modo mantém a truculência a quando forçado a retaliar de modo surpreendente.

Bello, a ex-estrela de Plantão Médico, lida de maneira soberba com os vários níveis de emoção da sua personagem enquanto precisa conhecer de novo o homem com quem se casou e luta para proteger seus filhos. Ashton Holmes faz um bom trabalho como o filho e Heidi Hayes mostra-se esperta como a jovem filha.

Harris faz o mal-encarado parecer assustador de verdade, assim como William Hurt, que aparece como um bandido rico que não consegue perceber que está ligado ao crime organizado pela sua falta de inteligência, e não pelo erro dos outros. Eles criam um par de bandidos memoráveis num filme que faz do mocinho às vezes uma personagem muita ambígua.

Reuters





 
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