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Filmes
Doom - A Porta do Inferno

Título original
Doom
Gênero Ação,Suspense,Terror
Ano 2005
País de origem Estados Unidos
Distribuidora Universal Pictures
Duração 100 min.
Classificação 16 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Diretor Andrzej Bartkowiak
Elenco Karl Urban, The Rock, Rosamund Pike, Deobia Oparei, Ben Daniels
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Resenha
Doom mantém minimalismo do jogo nas telas de cinema
Divulgação
Cena do filme
Doom - A Porta do Inferno, adaptação para o cinema do famoso jogo de computador, é minimalista ao extremo. A trama, o desenvolvimento dos personagens e os diálogos são tão esparsos que, desta forma, pouca coisa pode dar errada.

Assista ao trailer

O jogo de computador é feito através da perspectiva de um único atirador. Permite aos jogadores escolher armas cada vez maiores e explodir os demônios invasores. O objetivo único é matar quantos monstros for possível.

A versão cinematográfica faz um bom trabalho ao replicar o cenário claustrofóbico do jogo, enquanto constrói uma trama que parece ter se inspirado no filme da série Alien, bem superior.

O roteiro de David Callaham e Wesley Strick mostra Sarge (Dwayne "The Rock" Johnson) liderando um esquadrão para investigar acontecimentos estranhos em um local subterrâneo em Marte.

A equipe de Sarge consiste dos estereótipos de qualquer filme de ação, com somente John Grimm "Reaper" (Karl Urban) ganhando algum conteúdo. Ajudados pela cientista Sam (Rosamund Pike), irmã de Grimm, os dois descobrem um grupo de mutantes. Homens e mutantes, então, começam a lutar.

Fãs de videogame costumam ser bastante ciumentos de seus jogos, mas eles devem ficar impressionados com a fidelidade desta adaptação.

Os uniformes, as cenas, as armas e os monstros parecem certos. Uma grande diferença é que o elemento satânico do jogo foi exorcizado aqui ¿ os inimigos originais eram demônios, não mutantes. Mas a principal diretiva do filme é a mesma do jogo.

Os produtores sabiamente evitam tentar confundir esse cenário com qualquer distração, como um romance. Mas com uma trama tão escassa, o problema é ter nas mãos um segundo ato monótono. E para isso, os roteiristas fabricaram um conflito ético entre Sarge e Grimm.

Os melhores filmes sobre jogos de computador - como o fascinante eXistenZ, de David Cronenberg, e Avalon, de Mamoru Oshii - tentaram replicar as qualidades únicas da mídia.

Doom não pretende seguir este caminho. Mas a parte mais efetiva é uma cena onde o filme adota a perspectiva de uma pessoa do jogo: a câmera assume a perspectiva de Sarge enquanto ele seleciona várias armas diferentes para matar os mutantes, em uma boa aproximação com a experiência do jogo.

Fora essa sequência, a ação é surpreendentemente sem inspiração. O diretor Andrzej Bartkowiak gosta de closes nas cenas de ação. Isso dificulta ver o que está acontecendo. Ele pode ter pensado em provocar um impacto visceral no espectador, mas a popularidade recente de filmes asiáticos mostra que os espectadores agora gostam de ver mais da ação do que permitem esses close-ups e cortes rápidos.

O Doom original é um jogo extremamente violento - os estudantes que provocaram o massacre em Columbine supostamente fizeram um mapa da escola ao estilo do jogo. Mas o principal aspecto do filme não é a violência - é o minimalismo do diálogo. Os heróis de ação dos anos 1980, como Schwarzenegger, vão parecer eloquentes quando comparados a Sarge e a sua equipe.

Reuters





 
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