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| Cena do filme |
No novo Zathura - Uma Aventura Espacial, o diretor Jon Favreau volta a mostrar algo raro: um filme de família que mesmo os adultos podem gostar. E faz isso não só sem uma estrela carismática, mas também com um roteiro com uma bagagem improvável.
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A trama do filme, tirada do livro de Chris Van Allsburg, é similar à adaptação do mesmo autor que se transformou em Jumanji. Novamente aqui, jovens descobrem um jogo com poderes mágicos. Dessa vez, ao invés de criaturas da selva atacando os jogadores, o tabuleiro mágico remete a casa das crianças para os anéis de Saturno. Cada jogada traz um novo perigo - de chuvas de meteoros e robôs ameaçadores a enxames de monstros-lagartos - e as crianças logo percebem que não voltarão a ver a Terra a menos que continuem jogando.
Mas se Jumanji algumas vezes sofria com efeitos especiais toscos, Zathura se sai bem nesse campo. O filme opta por evitar os efeitos computadorizados.
A equipe de Favreau prefere mostrar efeitos que datam da era da Buck Rogers (com naves espaciais na forma de zeppelins e um robô similar ao de Forbidden Planet) e de Guerra nas Estrelas (com os Zorgons reptilianos prontos a enfrentar qualquer alienígena de um filme de George Lucas). Mas não há a sensação de que os efeitos especiais estejam competindo com a presença de humanos na tela.
O sucesso do filme deve-se em grande parte ao elenco de atores mirins - principalmente a Jonah Bobo e a Dax Shepard. A produção também se beneficia dos diálogos espertos. Como em Um Duende em Nova York, Favreau consegue passar algumas mensagens morais convencionais - os irmãos devem gostar uns dos outros, por exemplo - sem parecer muito careta.
Se a equipe de marketing conseguir convencer o público de que Zathura é interessante o bastante para os fãs de videogame e suficientemente inteligente para os adultos, pode acabar com um sucesso respeitável nas mãos.
Reuters