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Filmes
A Passagem

Título original
Stay
Gênero Drama,Suspense
Ano 2005
País de origem Estados Unidos
Duração 99 min.
Classificação 16 anos
Língua Inglês
Cor Colorido
Som DTS Dolby SDDS Digital
Diretor Marc Forster
Elenco Ewan McGregor, Naomi Watts e Bob Hoskins
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Resenha
McGregor deve desvendar quebra-cabeça em A Passagem
Divulgação
Cena do filme
Em A Passagem, que estréia nesta sexta-feira, o diretor Marc Forster joga com imagens de pesadelo, confusão de identidades e um psiquiatra herói que mergulha de cabeça na psicose. É um melodrama elaborado, que se passa no mundo sombrio entre a realidade e o sonho.

Veja o trailer

É como se Forster e o roteirista David Benioff estivessem imitando M. Night Shyamalan (de O Sexto Sentido e Corpo Fechado), enquanto tinham em mente o clássico do expressionismo O Gabinete do Dr. Caligari.

A Passagem permaneceu na prateleira por mais de um ano, e o motivo disso é claro. Apesar da presença de um elenco talentoso, que inclui Ewan McGregor, Naomi Watts e Ryan Gosling, não há muita audiência para esse tipo de produção. O filme exige que o espectador reúna imagens e informações fragmentadas como em um jogo de quebra-cabeça, mas não chega a dar a esse espectador um bom motivo para fazer isso.

A música, o trabalho de edição e a angústia furiosa cada vez maior dos personagens tornam o filme irascível, e muita gente pode preferir sair da sala de cinema conforme as peças desse jogo ficam cada vez mais absurdas. Portanto, não espere que A Passagem fique muito tempo em cartaz.

A pergunta "O que é real?" foi colocada em filmes e peças quando o existencialismo estava em voga. Então, a surpresa aqui é que alguém faça essa pergunta de novo - e de maneira bem menos atraente que a dos existencialistas.

McGregor interpreta o médico Sam Foster, um psiquiatra que recebe a missão de cuidar de Henry (Ryan Gosling), um jovem estudante de arte ensandecido, depois que o médico deste adoece misteriosamente. A natureza experimental dessa relação sofre uma reviravolta quando o paciente anuncia o plano de se matar à meia-noite de seu 21o aniversário, isto é, daí a três dias.

Uma coincidência é que a atual namorada e ex-paciente de Sam, Lila (Watts), também é uma artista que tentou cometer suicídio. Então, outras coisas estranhas começam a acontecer. Do nada - literalmente - o jovem Henry prevê uma chuva de pedra. Lila chama Sam pelo nome de Henry. Henry insiste que o colega cego e idoso de Sam, Dr. Patterson (Bob Hoskins), é seu pai morto. Incidentes menores começam a se repetir como no cômico pesadelo de Bill Murray em Feitiço do Tempo.

Na verdade, muitas imagens, objetos e pessoas reaparecem enquanto Sam vagueia por uma Nova York que é menos uma paisagem do que um estado da mente. A equipe mostra um trabalho meticuloso ao transformar Nova York em um cenário de sonhos ansiosos e ameaçadores, mas até mesmo isso fica cansativo.

Alguns momentos beiram o terror, como quando a cidade pára completamente e o personagem de Gosling olha para o rosto das pessoas enquanto o sangue começa a pingar de seu crânio - a imagem significaria que ele pode em breve dar um tiro na cabeça?

Com toda a confusão de identidades entre os dois homens e a insistência de ambos em verem e falarem com pessoas mortas, uma questão óbvia surge: Quem é o verdadeiro louco aqui? É o paciente... ou o médico? Mesmo essa questão parece uma tentativa de desviar o assunto, pois a verdadeira pergunta deveria ser: para onde vai essa história... e de quem é essa história?

Os três protagonistas - junto com atores em outros papéis menores como Hoskins, Janeane Garofalo e D.B. Wong - emprestam integridade suficiente a esses papéis incertos para manter a platéia envolvida em um filme que é mais cerebral que emocional. Mas a coisa toda se recusa a permanecer firme. Os elementos surreais são freqüentemente óbvios e batidos. A seriedade forçada pede um pouco de destreza ou um toque de brincadeira. Pede, em suma, um Luis Buñuel, mas ele era único.

Reuters





 
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