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| Cena do filme Cry Wolf, o jogo da mentira |
Cry Wolf - O Jogo da Mentira, estréia do diretor e co-roteirista Jeff Wadlow, é um pouco melhor que os trabalhos de terror atuais, com uma trama repleta de meandros e ressaltada por um nível impressionante de estilo cinematográfico.
O filme, no entanto, parece se preocupar mais com os avanços tecnológicos "como as mensagens instantâneas e os celulares que tiram fotos", dando a impressão de estar menos interessado em criar suspense do que em servir de cartilha para pais interessados em conhecer os artefatos com que seus filhos mexem a todo momento.
Ambientada num colégio tradicional no campo, que serve para um belíssimo pano de fundo, a história trata de um grupo de estudantes que fazem uma brincadeira tola na qual um deles é designado o Lobo (Wolf) e os outros precisam adivinhar quem ele é.
Mas quando uma moça é brutalmente assassinada perto da escola, Owen (Julian Morris), um estudante britânico transferido para o colégio há pouco tempo, manda um email ao resto dos estudantes, atribuindo a morte a um serial killer chamado Wolf.
Na sequência, um assassino começa a rondar a escola, armado de faca e com o rosto escondido atrás de uma máscara de esqui. O filme não realiza sua aspiração de criar um mistério ao estilo Agatha Christie, mas não deixa de oferecer alguns momentos convincentes.
Isso, sem falar no elenco interessante: Jon Bon Jovi, de paletó de tweed amassado, é um professor de jornalismo; Gary Cole, com sotaque britânico pouco convincente, é o pai do aluno transferido; Anna Deveare Smith faz uma ponta como a diretora da escola.
As melhores atuações são mesmo as da dupla principal. Julian Morris está até carismático como o herói da história, e Lindy Booth é uma presença adorável e inteligente no papel de sua namorada.
Reuters