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Filmes
Happy Feet: O Pingüim

Título original
Happy Feet
Gênero Comédia,Aventura
Ano 2006
País de origem Austrália, Estados Unidos
Distribuidora Waner Bros.
Duração 98 min.
Língua Inglês
Cor Colorido
Som Dolby Digital
Diretor George Miller
Elenco Robin Williams, Hugh Jackman, Elijah Wood e Nicole Kidman
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Dvd(s)
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Resenha
Happy Feet surpreende com cenários realistas e roteiro envolvente
Divulgação
Cena do filme
Happy Feet - O Pinguim conta a história de um pingüim imperador que, diferentemente de outros de sua espécie, não consegue cantar nada, mas é mestre no sapateado. Desde o início fica claro, no entanto, que o diretor australiano George Miller e seus artistas de talento pretendem criar algo que vá além de um simples e encantador desenho animado infantil.

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No ambiente antártico árido e hostil onde vivem esses animais resistentes, mas de certa maneira cômicos, Miller não se acanha em criar algo que só pode ser descrito como uma espécie de épico neobíblico.

O diretor não hesita em tratar de temas espirituais na narrativa que abrange uma praga e uma peregrinação, um pinguim de aparência divina que aparece no céu, o herói da história mostrado como um profeta rejeitado pelos seus e até mesmo a orientação gospel de várias canções.

Felizmente, o conjunto funciona bem. Miller e seus co-roteiristas Judy Morris e Warren Coleman incluem um número suficiente de sequências de ação para agradar às crianças, com pinguins caindo por torres de gelo, fugindo de predadores e escapando de avalanches.

Os diversos números musicais são lindamente coreografados e orquestrados. E o filme em muitos momentos surpreende pela tridimensionalidade de suas paisagens congeladas. Com uma divulgação inteligente, a Warner Bros. Pictures poderá contar com uma obra de entretenimento sólida que deve agradar ao público de várias idades. E só pode ajudar o fato de o documentário A Marcha dos Pinguins, no ano passado, ter aberto os olhos de muitos espectadores para o mundo extraordinário dos pinguins imperadores.

Mano (dublado por Elijah Wood) é um pinguim alegre, apesar de sua "deficiência". Mas seu pai, Memphis (Hugh Jackman), se preocupa com ele, ao mesmo tempo em que esconde da mãe de Mano, Norma Jean (Nicole Kidman), a razão do problema estranho do filho deles: antes de ele sair do ovo, Memphis acidentalmente deixou o ovo cair durante uma tempestade de inverno.

Assim, quando Mano nasce, ele não consegue cantar sua "canção do coração", o canto identificador que é peculiar de cada pinguim e com o qual ele atrai fêmeas. Em lugar de cantar, ele sapateia. Sua mãe acha lindo, mas o pai insiste: "Isso não é coisa de pinguim."

As aulas de canto dadas a Mano não têm sucesso, mas, graças ao sapateado, ele consegue atrair sua amiga de infância, Gloria (Brittany Murphy). Depois, em meio a outras aventuras, Mano topa com um grupo de pinguins latinos, os Adelie Amigos, que o convencem de que sapatear é bacana.

Castigo Divino
Uma escassez de peixes leva Noah (Hugo Weaving) a interpretar a situação como castigo divino pelo fato de Mano agir de maneira não própria de um pinguim. Quando Mano se recusa a mudar, ele é expulso do bando e parte em uma peregrinação com os Amigos, liderados por Ramón e o guru Amoroso (ambos dublados por Robin Williams, que também faz a narração do filme), em busca dos "alienígenas" (ou seja, humanos). Eles são os responsáveis pela falta de alimento dos pinguins, por terem pescado excessivamente.

Miller fez várias escolhas sensatas na apresentação de sua história. O canto do coração das aves pode soar como barulho para os ouvidos humanos, mas, para os pinguins, é pura música. Então por que não converter Happy Feet num quase musical, com clássicos da música pop que vão desde o disco até Queen, de Sinatra a Prince e os Beatles?

Para o sapateado, ele procurou o virtuose Savion Glover, que "representa" Mano com a ajuda da técnica do "motion capture". A coreógrafa Kelley Abbey trabalha com outros dançarinos em grupos, de modo que a tela se enche de milhares de pinguins dançantes, cada um, aparentemente, com seu estilo próprio.

As expedições de equipes de cinegrafistas à Antártida renderam paisagens altamente realistas com textura, luz e sombras que possibilitam ao espectador praticamente sentir o frio na própria pele. Miller movimenta a câmera o tempo todo e utiliza desde closes até tomadas muito abertas, conferindo a Happy Feet um clima mais de "filme" do que tem a maioria dos desenhos animados.

O filme também possui um bom humor contagiante, com piadinhas que abrangem os sotaques étnicos e nacionais dos animais. Não é uma maratona de gargalhadas, como Por Água Abaixo, mas, apesar de seus temas sérios, Happy Feet nunca deixa o espectador esquecer que, afinal de contas, é uma história sobre pinguins dançarinos.

Reuters





 
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