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| Anika Noni, Beyoncé Knowles (centro) e Jennifer Hudson estrelam Dreamgirls |
O musical Dreamgirls - Em Busca de um Sonho entra para a história do Oscar como um azarão às avessas. Um dos filmes mais badalados de 2006, a indicação ao prêmio de Melhor Filme era dada como certa.
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O filme recebeu um Globo de Ouro na categoria Melhor Comédia ou Musical, mas a produção não ficou entre os finalistas da categoria principal da premiação da Academia.
Ainda assim, tornou-se a produção que mais recebeu indicações ao Oscar neste ano - oito -, mesmo esquecida na categoria principal.
Dreamgirls, que estréia em todo País nesta sexta, concorre com três canções originais, direção de arte, figurino, mixagem de som, ator coadjuvante (Eddie Murphy) e atriz coadjuvante (Jennifer Hudson).
Todas as indicações são merecidas, pois o que mais há no filme é brilho, glamour, roupas, penteados extravagantes e música. Com suas mais de duas horas, no entanto, o musical é cansativo ao apelar excessivamente para o uso de músicas como forma de narrar a história.
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O roteiro é assinado pelo diretor Bill Condon (Kinsey - Vamos Falar de Sexo) e baseado num musical da Broadway que, por sua vez, é inspirado na trajetória do grupo The Supremes, que teve como líder Diana Ross. Mas as semelhanças são mais visuais do que temáticas.
A cantora e atriz Beyoncé Knowles interpreta Deena Jones, líder de um trio musical, que acaba se destacando e rivalizando com sua companheira Effie White (Jennifer Hudson).
Dreamgirls acompanha alguns anos na vida dessas mulheres e as pessoas que as cercam, como o cantor James "Thunder" Early (Eddie Murphy) e o empresário Curtis Taylor, Jr. (Jamie Foxx).
A narrativa começa ao embalo do soul dos anos 60, com a ascensão de Deena e decadência de Effie, até chegar nos anos 70, quando uma é famosa, mas infeliz, e a outra tenta reencontrar um lugar ao sol, já expulsa do grupo.
Depois de musicais mais criativos, como Moulin Rouge (2001), Dreamgirls volta a um modelo mais antigo, em que os atores/cantores páram na frente do microfone e cantam suas músicas. Não há coreografias ou malabarismos típicos de musicais mais criativos, como Chicago (2002), também adaptado da Broadway, que acabou levando o Oscar de Melhor Filme.
Quem realmente se sobressai aqui é Jennifer Hudson, que estréia no cinema depois de ser eliminada no reality show norte-americano American Idol (uma espécie de show de calouros).
Ela rouba o filme de Beyoncé, supostamente a estrela do longa. Talvez até porque a personagem Effie tenha mais nuances e uma trajetória mais interessante do que a da outra diva.
Redação Terra