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Terceiro capítulo da bem-sucedida franquia criada em 1998, Hora do Rush 3, mantém o ritmo de aventura cômica, apostando na química da dupla Jackie Chan e Chris Tucker e na emoção das seqüências de luta no alto da Torre Eiffel, em Paris.
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Jackie Chan reassume o papel do inspetor Lee, que atua aqui como guarda-costas do embaixador Han (Tzi Ma). No dia em que este faz um importante pronunciamento numa corte que investiga o crime organizado internacional, em Los Angeles, Han sofre um atentado a bala.
O atirador é velho conhecido de Lee. Trata-se de seu irmão de criação, Kenji (o ator japonês Hiroyuki Sanada, de O Último Samurai). Como Lee não tem coragem de atirar em Kenji naquele momento, o caso se complica. Mais uma vez, o inspetor vai precisar da ajuda de seu atrapalhado colaborador, o policial de Los Angeles James Carter (Chris Tucker).
Por conta das confusões que armou no passado, neste momento Carter está apenas orientando o trânsito numa esquina de Los Angeles. É justamente a perseguição de Lee ao irmão atirador pelas ruas da cidade que vai recolocar Carter na história. E os dois vão procurar pistas da conspiração em Paris.
No filme, como na vida real, há alguma rivalidade entre franceses e americanos. Humoristicamente, o roteiro de Jeff Nathanson dá uma chance de revide aos franceses, através da figura um tanto sádica do inspetor (o diretor Roman Polanski) que recebe os dois policiais no aeroporto e lhes dá um tratamento bastante bruto.
Também se mostra disposto a um acerto de contas o motorista de táxi George (Yvan Attal, de Munique). Mas, finalmente, ele fica emocionado de ajudar os policiais vindos dos EUA a escapar de um bando de motoqueiros, porque acaba participando da corrida mais emocionante de sua vida nas ruas de Paris. Daí em diante, ele não quer mais ficar longe deles.
O que está em jogo é uma misteriosa lista dos votantes da Tríade, a mortal máfia chinesa. Na busca de tentar encontrá-la, Lee e Carter vão protagonizar muitas correrias e lutas, as mais eletrizantes tendo como cenário o cartão postal mais famoso de Paris, a Torre Eiffel.
Os efeitos especiais têm claramente um papel importante nesta parte do filme, mais uma vez dirigido por Brett Ratner, também diretor de Hora do Rush (1998) e Hora do Rush 2 (2001), filmes que faturaram, respectivamente, US$ 247 milhões e US$ 347 milhões apenas nos EUA.
Apesar do sucesso, em alguns momentos, o veterano Jackie Chan parece um pouco cansado desta vida superatlética que leva no cinema já há 45 anos. Pode ter fôlego para muitos filmes daqui em diante. Mas a franquia Hora do Rush, embora simpática, parece que já deu o que tinha de dar.
Reuters