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Filmes
A Comédia do Poder
Título original
La Comédie du Pouvoir
Gênero Drama
Ano 2006
País de origem Alemanha, França
Distribuidora Imovision
Duração 110 min.
Classificação 10 anos
Língua Francês
Cor Colorido
Som Dolby
Diretor Claude Chabrol
Elenco Isabelle Huppert, Thomas Chabrol e François Berléand
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Resenha
'A Comédia do Poder' traz Isabelle Huppert como juíza
Divulgação
Cena do filme
O veterano diretor francês Claude Chabrol, de 77 anos, une-se pela sétima vez com a atriz Isabelle Huppert para realizar A Comédia do Poder.

» Assista a trailers inéditos
» Confira onde assistir ao filme

O filme, que concorreu no Festival de Berlim 2006, conta a história de uma juíza no comando da investigação de um escândalo financeiro, que envolve uma grande companhia e alguns funcionários do alto escalão do governo.

A história inspira-se em fatos reais, ocorridos na França nos anos 1990, tendo de um lado a poderosa empresa petrolífera Elf Aquitaine e, do outro, a juíza Eva Joly. Eva é a inspiração para a protagonista do filme, a juíza Jeanne Charmant-Killman (Huppert).

Figurinha miúda mas de energia exemplar, Jeanne leva a sério seu papel. Conduz interrogatórios com muito rigor e não hesita em mandar prender, algemar e colocar em uma cela comum o poderoso presidente da empresa implicada, Humeau (François Berléand).

O sucesso profissional da juíza ganha as páginas dos jornais, tornando-a queridinha da mídia e celebridade instantânea. Um feito que ela, vinda de uma família humilde, saboreia como a última etapa de sua ascensão social, que começou no casamento com Philippe (Robin Renucci) - herdeiro de um laboratório que deu a Jeanne o sobrenome pomposo. Um marido que agora se ressente do segundo plano que ocupa na vida da mulher.

A irresistível ascensão de Jeanne incomoda alguns figurões, que reclamam com os superiores da incansável juíza. Eles decidem colocar no caminho dela uma assistente - outra juíza (Maryline Canto) -, contando que a rivalidade entre as duas diminua um pouco o ímpeto de Jeanne.

Quando o recurso se mostra ineficaz, porque foi percebido a tempo, o jogo fica mais pesado e assustador para Jeanne.

Em A Comédia do Poder, Chabrol faz um exercício profundo sobre a ambiguidade, o cinismo e a fragilidade da vida. Contando com o talento de Isabelle Huppert, o diretor cria com ela uma heroína sólida.

Através de pequenas vaidades, como as luvinhas e a bolsa vermelhas, e as saborosas conversas que mantém na cozinha com seu sobrinho quarentão (Thomas Chabrol), diretor e atriz mostram o outro lado do coração de Jeanne, que é dura, mas não insensível.

Reuters





 
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