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Dan (Steve Carell, de Agente 86) é um viúvo, pai de três filhas, que ganha a vida escrevendo uma coluna num jornal dando conselhos a pais de adolescentes. Sua vida é sua família - em especial, as filhas, é claro. Mas um amor, bem inconveniente, está para agitar essa vida pacata. Ele se apaixona pela namorada do seu irmão, vivida por Juliette Binoche (O Paciente Inglês).
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Se nesta descrição breve de Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada, o filme parece tolo, o que se vê na tela vai bem além dos clichês habituais do gênero. Boa parte do mérito vem do escritor convertido em diretor e roteirista Peter Hedges, que dirigiu Do Jeito Que Ela É (2003). Ele encontra um tom certo para combinar humor e romance sem forçar em nenhum momento, tratando a narrativa e os personagens com sutileza.
Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada é, em sua essência, uma crônica familiar sobre o lugar de cada um na estrutura da família e no mundo. Dan tenta ser o melhor pai para as suas filhas - mas seu excesso de zelo atrapalha a vida delas e a dele. Num final de semana, quando a enorme família vai reunir-se, ele conhece numa livraria uma mulher chamada Marie (Juliette) e a química entre os dois é instantânea.
Para decepção de Dan, horas depois ele descobre que ela é a nova namorada de seu irmão Mitch (Dane Cook, de Amigos, Amigos, Mulheres à Parte). O final de semana em família será turbulento, com Dan e Marie tentando disfarçar seus sentimentos.
Hedges, que assina o roteiro com Pierce Gardner, lida com momentos de intimidade familiar em meio ao caos de uma reunião de parentes. Marie tenta se integrar à família, mas existe um elemento perturbador: assumir o romance com Dan pode desestabilizar toda essa estrutura harmônica.
Os melhores momentos do filme emergem quando Dan e Marie trocam comentários que apenas eles entendem e deixam o resto da família de fora. A inegável química entre Carell e Juliette, especialmente, é o que transforma essa comédia dramática num filme digno de nota.
Reuters