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Filmes
A Duquesa
Título original
The Duchess
Gênero Drama
Ano 2008
País de origem Itália, Estados Unidos
Distribuidora Paramount Pictures
Duração 110 min.
Língua Inglês
Cor Colorido
Diretor Saul Dibb
Elenco Keira Knightley, Ralph Fiennes
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Resenha
'A Duquesa' retrata vida de ancestral de princesa Diana
Divulgação
Cena do filme
Sofrimento e infelicidade matrimonial parecem embutidos no DNA da realeza britânica e estão presentes no drama de época A Duquesa, quee retrata a vida de Georgiana Spencer, uma das ancestrais de Diana Spencer, Lady Di, a Princesa do Povo.

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A história dessas duas mulheres tem muito em comum: ambas pensaram se casar por amor, mas viveram um casamento infeliz de conveniências presas a formalismos da sociedade. Foram mulheres à frente de seu tempo, feministas e conhecidas por seu apego ao povo - mais do que aos maridos infiéis.

Georgiana, vivida por Keira Knightley (Desejo e Reparação) casou-se com o duque de Devonshire (Ralph Fiennes, de O Jardineiro Fiel), com o único objetivo de lhe dar um herdeiro. Depois de vários abortos e duas tentativas frustradas (teve duas meninas), ela percebe que seu casamento não é um conto de fadas - especialmente quando ele começa a passar as noites no quarto de sua melhor amiga, Bess Foster (Hayley Atwell), a quem ela dá abrigo por ter sido abusada pelo marido.

É uma crônica de infelicidade conjugal que facilmente traça paralelos com a vida infeliz de Lady Di. A diferença é que a amante do duque de Devonshire ganha de Camilla Parker Bowles no quesito beleza.

Georgina se envolve com política - talvez para provocar o marido ou compensar sua solidão - e faz campanha para o partido Whig, ajudando a eleger um primeiro-ministro e apóia as revoluções americana e francesa.

Tudo isso está no filme, mas nunca há algo de mais profundo da personagem. O letreiro inicial (que vem antes mesmo dos créditos) explica que o filme é 'baseado numa história real', tentando, antes de mais nada, obter a cumplicidade do público pela heroína sofredora. E como ela sofre.

Dirigido por Saul Dibb, a partir de um roteiro de Jeffrey Hatcher e Anders Thomas Jensen, A Duquesa faz questão de frisar com insistência o quanto Georgina foi importante para as mulheres de seu tempo, mas quando se aventura pela vida amorosa da personagem restam apenas lágrimas eternas e risos fugazes, sem muita profundidade emocional ou psicológica.

O duque quer apenas um filho - ele gosta mais de seus cães do que das filhas e da mulher - e a duquesa quer apenas ser feliz, nem que seja nos braços de Charles Grey (Dominic Cooper), um jovem político que se torna seu amante.

E a infelicidade de Georgina é acentuada para que fique bem claro o quanto essa pobre mulher sofreu nas mãos do marido, que a violentou ao menos uma vez. Num café da manhã, ela pede ao marido que lhe permita ter um amante. Ele nega, é óbvio. Mas a amante dele, que também está à mesa, tenta argumentar que a duquesa quer o mesmo que eles dois têm: em vão. Mais uma vez, Georgina precisa falar por si mesma - e novamente o filme insiste em mostrar o quanto ela foi importante para as mulheres da sua época, mesmo ao custo de muito sofrimento.

Reuters





 
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