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Filmes
Vigaristas
Título original
The Brothers Bloom
Gênero Romance
Ano 2008
País de origem Estados Unidos
Distribuidora Paris
Duração 113 min.
Língua Inglês
Cor Colorido
Som Dolby Digital
Diretor Rian Johnson
Elenco Adrien Brody, Mark Ruffallo, Rachel Weisz
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Resenha
'Vigaristas' tira partido de atores premiados com Oscar
Divulgação
Em seu longa de estreia, A Ponta de um Crime, o cineasta Rian Johnson ganhou um Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance de 2005.

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Três anos depois, ele assina a comédia Vigaristas, que estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Campinas. Para este segundo longa, o diretor e roteirista conseguiu atrair um elenco de respeito, integrado por Rachel Weisz (dona de um Oscar de coadjuvante por O Jardineiro Fiel), Adrien Brody (Oscar de melhor ator por O Pianista), Mark Ruffalo (que estrelou Ensaio sobre a Cegueira), Robbie Coltrane (o Hagrid da cinessérie Harry Potter) e a atriz japonesa Rinko Kikuchi (de Babel).

Um dos fatores de atração para todos esses talentos foi, certamente, a possibilidade de atuar numa história em que o nível de inteligência é bem acima da média das comédias. Assim, os personagens não passam o tempo tentando ser apenas engraçadinhos, repetindo piadas-clichê ou escorregando em escatologias. Vigaristas tenta ser esperto, mas faz humor para adultos.

O enredo: dois irmãos órfãos passam a infância perambulando de um lar adotivo para outro, sem encontrar parada fixa. Antes que alguém se compadeça da sorte das crianças, é bom saber que se trata de uma dupla de pequenos malandros. Desde pequenos, bolam um jeito de tirar uma graninha dos coleguinhas de escola com altas histórias envolvendo falsos tesouros e outras lendas.

E assim eles crescem, para tornar-se Stephen (Mark Ruffalo), o mais velho e autor intelectual dos golpes, e Bloom (Adrien Brody), o caçula atormentado, mas que vai na onda do irmão. Completa o trio a japonesa Bang Bang (Rinko Kikuchi), que fala muito pouco e é a especialista em explosivos.

A rotina do trio envolve pesquisar quem são os donos da grana, inventar uma falsa biografia para os golpistas entrarem no seu círculo e montar um esquema engenhoso para apossar-se das maiores somas possíveis. O próximo passo é viajar para bem longe do local do último golpe. Por isso, eles andam de Praga a São Petersburgo, de lá para Nova Jersey ou onde mais estiver um capital apetitoso.

O problema é que Bloom está em crise com essa vida instável. Quer viver por si mesmo e sem ter que inventar nomes ou passados falsos. Ele abandona o irmão, refugiando-se em Montenegro, numa casinha com vista para o mar. A paz dura até o dia em que Stephen o reencontra e o convence a entrar num último trabalho.

A missão de Bloom será aproximar-se de uma herdeira jovem, bela e solitária, Penélope (Rachel Weisz). O trio arranja um jeito de ela atropelar Bloom, que anda de bicicleta, um acidente que nem é tão difícil, dada a falta de habilidade de moça na direção. Acontece que ela e Bloom são quase almas gêmeas. E fica cada vez mais difícil para ele dar um aplique em alguém de quem está gostando.

Como sempre, Stephen banca o cínico. Bota dúvidas na cabeça de Bloom sobre o próprio amor e tenta manter sua parceria de sucesso no mundo do crime. Por algum motivo, Bloom é inseguro e dependente desse irmão altamente manipulador, que foi sua única referência familiar. Não que o filme entre num rumo de psicanálise tanto assim. Na verdade, o que perturba o equilíbrio do tom irônico da história é querer acumular peripécias demais.

Percebe-se também uma preocupação com as referências cinematográficas. O universo de Johnson, ainda um cineasta em formação, passa claramente pelo de Wes Anderson (Viagem a Darjeeling) e o do Steven Soderbergh de Onze Homens e um Segredo, com uma pitada de Guy Ritchie (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes), só que com um senso de humor mais fino e sem tanta violência. Se evoluir para firmar seu próprio estilo, o futuro do diretor de Vigaristas pode ser promissor.

Reuters





 
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