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Com um título curioso, o novo filme do diretor argentino Juan Taratuto (Não é Você, Sou Eu) parece mais uma grande brincadeira. E, ao final desta comédia romântica é bem possível que seja esta também a impressão dos espectadores.
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A história conta o martírio de Tenso Polsky (Adrián Suar, de O Filho da Noiva), casado com a estressada e sarcástica Tana Ferro (Valeria Bertuccelli, de Clube da Lua). A vida conjugal tornara-se nos últimos tempos um palco de constrangimentos, graças à sinceridade brutal e desconcertante de Tana.
Tenso, cujo nome não poderia ser mais apropriado, limita-se a exclamações vagas e covardes, enquanto sua mulher o destrata, tal como a seus amigos mais próximos. O caminho natural seria o divórcio, mas ele não tem coragem de pedi-lo.
Neste momento, os amigos de Tenso propõem a grande solução. Ele contratará os serviços de Cuervo Flores (Gabriel Goity), um célebre mulherengo local, para flertar com Tana. Pelo plano, ela se apaixonaria e pediria, por vontade própria, o divórcio.
Como é de se prever, a trapaça não rende o resultado esperado, fazendo com que todos os participantes deste triângulo repensem suas escolhas e estilos de vida. Sobra para Tenso, enfim, resolver a situação que ele mesmo criou.
Com roteiro de Pablo Solarz (Histórias Mínimas), o filme foi sucesso comercial na Argentina, por reunir atores-coqueluche do público. Como no Brasil não há esse apelo, apesar do carisma de Suar e Valeria, o que resta é apenas uma comédia romântica em que os atores participantes parecem se divertir mais do que os espectadores.