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| Hanks está cansado das críticas religiosas feitas a O Código da Vinci |
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O ator americano Tom Hanks criticou nesta quinta-feira as convocações de grupos e líderes religiosos a um boicote ao filme O Código Da Vinci, estrelado por ele, e pediu que as coisas não sejam levadas tão a sério.
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"Sempre soubemos que haveria um segmento da sociedade que não iria querer que este filme fosse exibido", comentou Hanks, em entrevista ao jornal londrino Evening Standard, pouco antes do lançamento, no final do mês.
Segundo o ator, a história que estará nas telonas é cheia de recursos cômicos e de saídas sem sentido, que não devem ser tomados de forma linear.
Tom Hanks, que interpreta o personagem central Robert Langdon na versão cinematográfica do polêmico livro de Dan Brown, disse ao jornal que o público incorrerá em um "grande erro" se der ao filme um valor diferente do que realmente tem.
"É uma droga de uma boa história e com muita diversão... Tudo é diálogo e isso nunca fere", completou. Os críticos de O Código Da Vinci, que estreará mundialmente no Festival de Cannes, na próxima semana, sustentam que o argumento do filme, o de que Jesus teve filhos com Maria Madalena e continuou sua linha de sangue, é blasfemo.
Um dos grupos de oposição ao filme é a organização conservadora católica Opus Dei, que aparece na ficção como acobertadora do segredo.
O conselheiro do Papa Bento XVI Angelo Amato considerou o filme dirigido por Ron Howards perversamente anticristão e pediu ao público que vá ao cinema vê-lo.
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