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A influente associação católica Opus Dei, protagonista de uma verdadeira ofensiva contra O Código da Vinci, defendeu nesta sexta-feira o direito de protestar contra "as agressões" do diretor do filme, Ron Howard.
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Em comunicado, o porta-voz em Roma da Opus Dei, Manuel Sánchez Hurtado, afirmou que "não convém perder de vista a realidade da situação: este filme é ofensivo para os cristãos; Howard representa o agressor, e os católicos são vítimas de uma ofensa", afirmou. Ao aproximar-se da estréia mundial do filme, vários cardeais, entre eles o prefeito da Congregação para o Culto, o cardeal Francis Arinze, se pronunciaram contra e pediram que se impeça sua distribuição. O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, cardeal Paul Poupard, acusa o romance em que foi baseado o filme de "distorcer" a história da Igreja e de "confundir realidade com ficção". Outro cardeal, o espanhol Julián Herranz, membro do Opus Dei, desqualificou o livro e o filme, por seu estilo "saído da máfia", e pediu que seja ensinado a seus autores diferençar entre verdade e mentira. A milionária produção cinematográfica, produzida por Sony-Columbia tendo como protagonistas Tom Hanks e Audrey Tautou, apresenta a poderosa prelatura do Opus Dei como o "mau" e que chega a assassinar para defender um segredo.
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