| Reinaldo Marques/Redação Terra |
 |
| Bárbara Paz |
 |
|
|
|
|
Apesar de só fazer parte do elenco de um curta-metragem em 16 mm - Produto Descartável, dos paulistas Rafael Primo e Flávia Rea -, a atriz Bárbara Paz tem sido uma das figuras mais constantes nas sessões noturnas do Festival de Gramado e feito de tudo para manter a fama, mantida desde sua descoberta em Casa dos Artistas.
Sempre acompanhada pelo atual namorado, o ator Dalton Vigh - o Said da novela O Clone -, Bárbara tem vivido momentos de estrela por aqui.
Na saída da sessão noturna de quinta-feira, as dezenas de adolescentes que todos os dias se aglomeram diante do Palácio dos Festivais imploravam seu autógrafo. "Bárbara, pelo amor de Deus!", chegaram a dizer.
A atriz hesitou, até porque o namorado não queria que ela se aproximasse dos fãs, mantidos à distância dos artistas por uma alta grade de ferro e um enérgico grupo de seguranças.
Foi uma atitude estranha por parte do ator. Ele também tem sido muito assediado e, na véspera, declarou a todos os jornalistas que quiseram ouvir: "A gente se sente em Hollywood".
No final, Bárbara foi mais generosa. Desceu a pequena escadaria, atravessou o tapete vermelho colocado na rua, diante do Palácio, e atendeu a todos os fãs.
O casal acabou a noite jantando romanticamente, à luz de velas, no bistrô Chez Pierre, um dos mais tradicionais endereços onde se serve fondue em Gramado, indiferentes à temperatura nada fria, depois de um dia em que os termômetros marcaram 33 graus.
DECOTES EM ALTA
Adaptada à onda de calor que invadiu a cidade desde a última quarta-feira, com temperaturas superiores a 30 graus, a apresentadora da noite de quinta-feira, a atriz Eliane Giardini, também apresentou um figurino mais arejado.
Ela usava uma saia de seda leve cinza, de comprimento à altura dos tornozelos, e um bustiê brilhante, cinza-escuro, tomara-que-caia, com um xale levíssimo jogado nos ombros. Com os brincões ciganos quase chegando aos ombros, ela fazia a linha Carmem de Bizet.
O bordão do apresentador Werner Sch nemann, aliás, tem vindo bem a calhar para o calorão. Toda noite, ele agradece aos patrocinadores de seus figurinos, com a frase:
"Eu e (nome das apresentadoras, que se revezam a cada noite) não estamos nus aqui graças a ..." e enumera os nomes das grifes. Ele mesmo já ironizou: "Com esse calorão, (ficar nu) até que seria bom". Houve assobios e aplausos na platéia.
LSD NA CAIXA D´ÁGUA
No debate sobre seu filme Apolônio Brasil - Campeão da Alegria, o diretor carioca Hugo Carvana arrancou gargalhadas da platéia ao lembrar que participou, no final dos anos 60, de pelo menos uma reunião de um grupo clandestino de resistência à ditadura militar, onde se tramava jogar 500 comprimidos de LSD - ácido lisérgico - na caixa-d´água do Ministério do Exército.
Ele saiu do grupo e, ao que se saiba, o "atentado" nunca aconteceu. Hoje, o cineasta ri daqueles tempos: "Só malucos para pensarem numa coisa dessas!".
|