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Filho de um modesto comerciante de adubo, Yasujiro Ozu nasceu em Tókio, em 1903. Seu primeiro filme importante é Rakudai wa Shita Keredo (1930) um drama social que caracteriza seu estilo dos anos 30. Durante a Segunda Guerra Mundial foi enviado a Singapura, onde teve contato com o cinema americano moderno. Virou prisioneiro e foi condenado a trabalhos forçados pelos ingleses.
Voltou ao cinema em 1946 e em 1949 dirigiu Pai e Filha, considerado no Japão como o filme mais profundamente japonês já realizado. A descrição nuançada e desdramatizada da família atinge a perfeição em Também Fomos Felizes (1951) e Contos de Tóquio (1953), seu filme mais conhecido no exterior.
Suas últimas obras são Dia de Outono (1960), Fim de Verão (1961) e A Rotina Tem Seu Encanto (1962). Ozu morreu em 12 de dezembro de 1963, no dia em que completava 60 anos. Só foi reconhecido no Ocidente como um dos maiores mestres do cinema japonês no fim da década de 70.
Filmes da retrospectiva:
Akibiyori
(Late Autumn - Japão 1960)
Considerado uma das mais inspiradas variações sobre as relações familiares, o tema preferido do cineasta.
Kohayagawa Ke No Aki
(The End of Summer - Japão 1961)
Penúltimo filme de Ozu, escrito em parceria com seu roteirista habitual, Kogo Noda. Retrato da família Kohayagawa, proprietária de uma pequena fábrica de saquê no Japão do pós-guerra.
Ohayo
(Bom Dia - Japão 1959)
Nessa comédia amarga passada nos subúrbios japoneses da década de 50, a hipocrisia de uma pequena comunidade vem à tona em quatro histórias.
Tokyo No Gassho
(Tokyo chorus - Japão 1931)
Comédia sobre o desemprego que mostra o cotidiano de um casal e seus filhos. Okajima desafia o patrão, um homem autoritário e impulsivo, por descordar da demissão de um colega. Ele é despedido sumariamente e engrossa o enorme contingente de desempregados da época.
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