| Reuters |
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| Tom Cruise viverá herói antinazista no filme Valkiria |
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O cineasta alemão Wolfgang Petersen deu seu apoio a Tom Cruise, escolhido para viver no filme Valkiria o herói antinazista Claus von Stauffenberg, o que muitos alemães criticam devido ao fato de o ator pertencer à Cientologia.
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"Não posso compreender esta polêmica", afirmou Petersen em uma entrevista ao jornal Die Welt. "Trata-se de um grave erro", acrescentou o diretor.
"Esta confusão entre crença religiosa particular e trabalho é problemática. Pelo simples fato de que alguém tenha crenças de que não se gosta muito não se pode pendurar o típico cartão alemão de 'proibido'", acrescentou.
"Isso não contribui para que a Alemanha seja bem considerada no mundo. Ao contrário, desperta recordações de uma época que preferimos esquecer", concluiu.
Valkiria, filme dirigido por Bryan Singer, conta a vida do oficial do Exército alemão executado depois que tentou Hitler em um complô batizado como "Operação Valkiria".
O próprio filho do conde, Berthold Schenk von Stauffenberg, 72 anos, no entanto, já expressou publicamente a pouca simpatia que lhe inspirava o projeto por causa do ator escolhido para viver seu pai.
"Desagrada-me que um cientologista notório desempenhe o papel de meu pai", declarou ele ao jornal Sueddeutsche Zeitung.
Alguns setores políticos, particularmente irritados com instalação em pleno centro de Berlim de um escritório de 4 mil metros quadrados da igreja da Cientologia, seguiram o exemplo do filho do chefe da resistência contra Hitler.
O debate se intensificou com o anúncio das autoridades alemãs de que não autorizariam à equipe de filmagens rodar cenas no local em que Stauffenberg foi executado, em um prédio que abriga hoje os serviços do ministério federal alemão de Defesa.
Trata-se de um lugar de reflexão, argumentou o porta-voz, que não evocou, no entanto, a polêmica em torno da Cientologia. O governo de Angela Merkel apóia, no entanto, o projeto do filme, acrescentou.
Mas a produção topou com outras dificuldades. As autoridades também vetaram a utilização de outro lugar para as filmagens, um escritório da polícia de Berlim, argumentando que os funcionários seriam perturbados em seu trabalho.
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