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Cinema e DVD
Terça, 31 de julho de 2007, 06h08  Atualizada às 09h23
Morre aos 94 anos o cineasta Michelangelo Antonioni
 
Reuters
Michelangelo Antonioni durante a divulgação do filme The Passenger
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O diretor de cinema Michelangelo Antonioni, um dos cineastas mais famosos e influentes da Itália, morreu na noite desta segunda-feira, aos 94 anos, em sua residência, anunciou nesta terça-feira a imprensa italiana citando sua família.

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Considerado o pai cinematográfico da alienação e angústia modernas, Antonioni teve uma carreira de seis décadas, o diretor morreu por volta das 18h (15h de Brasília) "tranqüilamente, em sua poltrona, ao lado de sua mulher, Enrica Fico".

A morte dele na noite de segunda-feira segue-se à do lendário diretor sueco Ingmar Bergman, também morto na segunda, aos 89 anos.

O corpo do diretor italiano será velado nesta quarta-feira na Prefeitura de Roma. Seu funeral será realizado na quinta-feira em Ferrara, onde nasceu Antonioni no dia 29 de setembro de 1912.

"Com Antonioni desaparece não só um dos nossos maiores diretores, mas também um mestre do cinema moderno. Graças a ele chegaram à grande tela as problemáticas mais duras do mundo contemporâneo, como a falta de comunicação e a angústia", disse o prefeito de Roma, Walter Veltroni.

Antonioni nasceu em 1912, na cidade italiana de Ferrara. Ele dirigiu seu primeiro longa, Cronaca di un amore (Crônica de um Amor), em 1950, aos 38 anos.

Despontou na cinematografia italiana com uma forma original de fazer filmes com Crimes da Alma (1950). Em 1960, rodou A Aventura, que receberia o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes.

Entre suas "musas" se destacou Monica Vitti, estrela de A Aventura, A Noite (1960) e O Eclipse (1962).

Em seguida vieram O Dilema de uma Vida (1964) e seu período americano, com Blow-Up - Depois Daquele Beijo (1966), Zabriskie point (1970) e Profissão: Repórter (1974).

Outra de suas obras foi realizada com o alemão Wim Wenders, Além das Nuvens (1995). O filme se baseia num livro do cineasta italiano.

Com Blow-Up - Depois Daquele Beijo, seu primeiro filme em inglês, ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1967 e recebeu a indicação para o Oscar de melhor diretor.

Igualmente obteve o prêmio especial do júri em Cannes, em 1982 por Identificação de uma Mulher e o Oscar em 1995 e o Leão de Ouro em Veneza, em 1997, pelo conjunto de sua obra.

O cineasta tinha dificuldades para caminhar e falar devido a um acidente vascular cerebral que sofreu em 1985.
 

EFE

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