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| Tropa de Elite faz sucesso nos cinemas e principalmente, no mercado ilegal de DVDs piratas |
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Tropa de Elite foi o filme mais comentado de 2007. Em partes, a pirataria nos camelôs, que obteve uma prévia do projeto antes mesmo de sua estréia, contribuiu para que a obra de José Padilha se popularizasse. Acontece, que o longa aproveita uma tendência que começou em 2002, com o lançamento de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. A violência no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, tornou-se tema principal da indústria cinematográfica no País e motivo forte para a divulgação desses trabalhos também lá fora.
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Com o estouro das vendas de Tropa de Elite, seqüências piratas invadiram o camelô em instantes, em uma medida que parece ter sido tomada por quase todos os vendedores ambulantes da cidade de São Paulo. Nas barracas improvisadas, apareceram Tropa de Elite 2, Tropa de Elite 3 e Tropa de Elite 4, alguns deles com o título sugestivo de Bope.
Um apreciador de cinema logo saberia que não haveria sentido em seqüências tão rápidas de um filme que acabou de ser lançado, mas a estratégia parece funcionar nos camelôs. "Tem um cara que nos passa tudo isso no centro, depois espalhamos as capas e as cópias. Não somos nós que fazemos as mercadorias, nem sei mexer nessas coisas (computador)", disse um camelô da Avenida Paulista no último domingo, 21, demonstrando-se surpreso que as supostas seqüências não são continuações originais.
De fato, nenhum dos filmes comercializados tem alguma relação com Tropa de Elite. A segunda parte da 'saga' trata-se, na verdade, do documentário Notícias de uma Guerra Particular, de João Moreira Salles e Kátia Lund, que mostra o dia-a-dia dos traficantes e moradores do Morro Dona Marta.
Tropa de Elite II, porém, é apenas uma montagem de imagens feitas por policiais em favelas cariocas, como invasão e movimentação de traficantes.
O filme Quase dois Irmãos, de Lucia Murat, compõe Tropa de Elite 4 e conta como a facção criminosa Comando Vermelho surgiu.
A estratégia dos camelôs parece ter dado certo. No domingo à tarde, a avenida Paulista estava repleta de camelôs nos arredores do Stand Center, todos com suas "vitrines" destacando as "seqüências" do filme.
"Tudo o que é 'Tropa de Elite' o pessoal quer. Ninguém quer ficar desatualizado. Vendo pelo menos dez desses por dia. Até policial já veio comprar antes de sair no cinema", acrescenta o vendedor, em tom de censura.
Tendência no mercado ilegal, Tropa de Elite serviu para ampliar ainda mais as fronteiras do cinema brasileiro, seja usando a favela como cenário de fundo, ou não.
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