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| Matrix Revolutions |
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Quatro anos depois do primeiro Matrix, com o qual os irmãos Wachowski redefiniram o cinema de vanguarda, e seis meses após o lançamento de Matrix Reloaded, a trilogia se encerra com Matrix Revolutions, que teve estréia mundial na quarta-feira.
A última parte da saga interpretada por Keanu Reeves é melhor do que Reloaded, que não deixou muito claro a que viera, mas não transmite aquela sensação de deslumbramento e espanto que fez do primeiro Matrix um programa imperdível.
Andy e Larry Wachowski - mais uma vez trabalhando com o inovador coreógrafo de lutas Yuen Wo Ping e o exímio supervisor de efeitos especiais John Gaeta - conseguiram trechos belíssimos e surpreendentes, mas a história desconjuntada os impediu de formar um todo coeso e satisfatório, deixando ainda muitas dúvidas e suposições sobre a saga.
Porém, os espectadores ansiosos para saber como se desenrolam as aventuras de Neo, Trinity, Morpheus e companhia vão garantir excelente bilheteria para Revolutions.
Da última parada em diante
Continuando a trama a partir de onde Reloaded terminou, Revolutions deslancha com Neo (Keanu Reeves) ainda em coma. Logo se percebe que ele está preso numa espécie de vazio entre o Matrix e o Mundo das Máquinas, representado pela estação de metrô Mobil Avenue, reluzente e branca.
Sua amada Trinity (Carrie-Anne Moss) e Morpheus (Laurence Fishburne) conseguem trazer Neo de volta, mas o tempo está se esgotando rapidamente, já que o exército das máquinas está chegando cada vez mais perto da fortaleza de Zion.
Mas Neo ainda tem tempo de fazer uma visita ao Oráculo, que mudou de aparência (após a morte de Gloria Foster, passou a ser representado por Mary Alice). Como sempre, as dicas são passadas da maneira mais indireta possível.
Apesar de sua credibilidade ter sido questionada em Reloaded, no qual se levanta a hipótese de que a profecia pode, na realidade, ser mais um sistema de controle instituído pelas máquinas, Neo decide acreditar no Oráculo.
Mas, ao mesmo tempo em que as máquinas representam a ameaça de aniquilação iminente, outra batalha está sendo travada: o renegado Agente Smith (Hugo Weaving) não apenas continuou a se multiplicar, como também sequestrou o corpo de Bane (Ian Bliss), tripulante da frota de "hovercrafts" no mundo real.
As sentinelas multiplicadas formam um elemento visual de destaque durante a prolongada guerra contra as máquinas. E o coreógrafo Wo Ping revela ter algumas cartas interessantes escondidas na manga, como uma briga numa boate, na qual os envolvidos ficam pendurados do teto, além de um mano a mano final entre Neo e Smith.
Pena que a história em si não seja tão coerente quanto os efeitos visuais.
Por sorte Revolutions não contém divagações filosóficas tão longas quanto Reloaded. Mesmo assim, este episódio final tem sua devida parcela de diálogos desajeitados e, ainda, exagera na iconografia religiosa.
Ao final do filme, não pode haver dúvida alguma quanto à identidade do predestinado.
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